Olho por Olho: Capítulo 01

OLHO POR OLHO | web novela
CAPÍTULO 01 (grande estreia)

criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv

Abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=uLFp-vMJ6-n-NuIR

CENA 1 – EXT. PRAÇA CENTRAL DE AMPARO – FESTIVAL DA CIDADE – NOITE. A praça está iluminada por luzes coloridas, com barracas de comida típica, algodão-doce e um palco improvisado no centro. O festival anual de Amparo, uma pequena cidade no interior de São Paulo, atrai moradores locais e turistas. A multidão aplaude animada. No palco, Janice, uma mulher bonita, com cabelos longos castanhos e um vestido simples mas elegante, segura o microfone. Ela é viúva há dois anos, desde que perdeu o marido em um acidente de trator na roça. Janice é conhecida na região por sua voz potente e emotiva, cantando sertanejo raiz em bares e festas. Hoje, ela é a atração principal. A banda ao fundo toca os primeiros acordes de “Dormi Na Praça”, de Bruno & Marrone. Janice fecha os olhos, respira fundo e começa a cantar, sua voz enchendo o ar com emoção crua.

                              JANICE 

(Cantando, com paixão, olhando para a plateia como se contasse uma história pessoal ) 

           Dormi na praça pensando nela…  

                Fiz serenata pra lua cheia…  

             Meu violão era o meu consolo…  

            Na madrugada tão vazia e fria…

A câmera passeia pela multidão: casais dançando colados, crianças correndo, idosos sentados em bancos aplaudindo. Janice gesticula, vivendo a letra da música. Sua performance é cativante, misturando dor e esperança – reflexo de sua própria vida de batalhas. Ela perdeu o marido jovem, e agora cria sozinha o filho Gabriel, de 8 anos, com o pouco que ganha de shows. A plateia canta junto no refrão.

                            JANICE 

( Continuando, voz crescendo) Ah, como dói uma paixão…  

Que nasce dentro do coração…  

E cresce como um vendaval…  

Que arrasa tudo e não tem final…

O público explode em aplausos no meio da música. Janice sorri, suor no rosto, acenando para conhecidos na plateia. Ela adora isso – o palco é seu escape da rotina dura: contas atrasadas, a casa simples na periferia, o sonho de gravar um CD que parece distante. A música termina com um acorde longo, e a praça ovaciona. Janice curva-se, ofegante, agradecendo.

                            JANICE 

 ( Ao microfone, com um sorriso Genuíno ) Obrigada, Amparo! Essa música é pra todos que já sofreram por amor, mas continuam lutando. Boa noite a todos!

Aplausos intensos. Janice desce do palco, sendo cumprimentada por fãs. Uma senhora idosa entrega flores. Janice abraça, sempre humilde.
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CENA 2 – EXT. RUA ATRÁS DO PALCO – FESTIVAL DA CIDADE – NOITE. Janice caminha para um cantinho mais quieto, ainda com o violão nas costas. Ela pega o celular antigo do bolso, verifica o saldo – baixo, como sempre – e disca para casa. O show rendeu um cachê modesto, mas suficiente para o leite e o pão da semana. Do outro lado, atende DONA EULÁLIA, a vizinha fofoqueira que cuida de Gabriel enquanto Janice trabalha.

                              JANICE

( Ao telefone, voz cansada mas carinhosa )  

Alô, Dona Eulália? Sou eu, Janice. Como tá o Gabriel? Ele já jantou?

                         DONA EULÁLIA

( Voz alta, típica de fofoqueira, do outro lado da linha ) Ô, minha filha, tá tudo bem aqui! O menino comeu sopa de mandioca que eu fiz, viu? Ele tá brincando com aqueles carrinhos velhos. Mas ó, Janice, você não demora, hein? Tô com as costas doendo, e amanhã tenho que ir no mercado cedo. Ah, e eu ouvi dizer que o prefeito vai aumentar o imposto da feira… Imagina!

                               JANICE

    ( Rindo levemente, mas preocupada)

Dona Eulália, a senhora é uma bênção. Eu tô saindo daqui agora, pego o ônibus das dez. Gabriel tá acordado ainda? Me passa pra ele, vai.

Barulho de movimento do outro lado. Gabriel, 8 anos, uma criança esperta com olhos curiosos, pega o telefone. Ele adora a mãe, mas sente falta dela nas noites de show.

                               GABRIEL

             ( Voz infantil, Animada )

Mãe! Você cantou bem? Eu queria estar aí… Dona Eulália me contou uma história de fantasma, mas eu não tive medo não!

                                JANICE

( Voz derretendo de amor, olhos marejados )  

Meu anjinho, cantei sim, e pensei em você o tempo todo. Dormi Na Praça, lembra? Aquela que a gente canta juntos na cozinha. Você foi bonzinho? Fez a lição?

                             GABRIEL

Sim, mãe! Fiz tudo. Mas eu sinto saudade… Quando você chega?

                             JANICE

Logo, filhinho. Dá um beijo na Dona Eulália por mim. Te amo mais que o mundo inteiro. Durma bem, tá meu amor?

                             GABRIEL

Te amo, mãe. Boa noite!

Janice desliga, suspira, guardando o celular. Ela olha para o céu estrelado, pensando na vida dura. Viúva aos 33, sem família próxima além da irmã Fabiana, que sumiu há anos. Mas Gabriel é sua luz. Ela ajusta o violão e caminha para o ponto de ônibus.
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CENA 3 – INT. BORDEL DE FABIANA – SÃO PAULO – NOITE. Contraste total: um bordel decadente na periferia de São Paulo. Luzes vermelhas piscando, música alta, cheiro de cigarro e perfume barato. FABIANA OLIVEIRA, 40 anos, irmã mais velha de Janice, anda pelo salão como uma rainha cruel. Vestida de forma provocante, maquiagem pesada, ela gerencia o lugar com mão de ferro. Fabiana é ex-cafetina que construiu um “império” explorando meninas jovens, mas agora está endividada após um golpe do ex-marido Freitas. Duas meninas, Ana (18 anos, ingênua) e Clara, estão sentadas no bar, esperando clientes. Enquanto as outras prostitutas dançam. 

Sonoplastia on:

                            FABIANA

         ( Gritando, batendo na mesa )

Vocês duas aí! Para de ficar de papo furado e vai trabalhar! Ana, aquele cliente gordo tá te esperando no quarto 3. E você, Clara, sorri mais, hein? Ninguém paga pra ver cara feia. Eu não sustento preguiçosa aqui!

                                ANA

              ( Voz baixa, temerosa )  

Dona Fabiana, eu tô cansada… Ontem foram cinco, e ele machucou meu braço…

                            FABIANA

( Aproximando-se, ameaçadora, agarrando o braço de Ana ) Cansada? Eu que tô cansada de vocês! Eu dou teto, comida, e vocês reclamam? Se não quer trabalhar, vai pra rua, sua ingrata! Eu te tirei da favela, lembra? Agora mexe esse corpo e ganha dinheiro pra mim!

Sonoplastia off.

                                CLARA 

      (intervindo, corajosa mas cautelosa)

Deixa ela, Fabiana. A gente faz o que pode. Mas e o pagamento? Você prometeu mais essa semana…

                              FABIANA

( Rindo sarcástica, virando-se para Clara)

Pagamento? Quando o Freitas me pagar o que deve, eu pago vocês. Até lá, cala a boca e dança! Olha aí, cliente entrando. Vai!

Fabiana empurra as meninas para o salão. Ela vai para o balcão, pega um copo de cachaça, bebendo com raiva. Seu celular toca – é um agiota cobrando dívidas. Fabiana xinga baixinho, pensando em um plano para fugir disso tudo, mesmo que custe trair a irmã distante.
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CENA 4 – INT. CASA SIMPLES DE JANICE – AMPARO – NOITE. Janice chega em casa, exausta, abrindo a porta devagar. A casa é humilde: sala com sofá velho, fotos do marido falecido na parede, brinquedos de Gabriel espalhados. Janice se aproxima da estante, pegando um porta retrato dela e do marido, acariciando a foto e sorrindo. 

Sonoplastia on:

Até que ela desvia o olhar para Dona Eulália, que está cochilando na poltrona. Gabriel dorme no sofá, coberto por um cobertor. Janice se aproxima dela, tocando em seu ombro.

                               JANICE

                         ( Sussurrando ) 

Dona Eulália, cheguei. Obrigada por ficar com ele. Pode ir pra casa, eu cuido agora.

                        DONA EULÁLIA

               ( Acordando, bocejando )

Ô, menina, que bom que chegou. O menino foi um anjo. Mas ó, Janice, cuidado com esses shows até tarde. Uma mulher sozinha… Ah, e eu vi na TV que tem golpe por aí. Se cuida!

                             JANICE

     ( Sorrindo, pagando um dinheirinho )

Eu me cuido, sim. Boa noite, Dona.

Dona Eulália sai. Janice senta ao lado de Gabriel, acariciando seu cabelo. Ela o acorda gentilmente.

                              JANICE

Filhinho, mãe chegou.

                              GABRIEL

               ( Sonolento, abraçando-a )

Mãe… Conta como foi o show?

                                JANICE

Foi lindo, meu amor. A gente vai conseguir uma vida melhor, eu prometo.

Ela sorri e beija a cabeça do garoto, acariciando seus cabelos. 
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CENA 5 – INT. COZINHA DE JANICE – AMPARO – NOITE. Janice prepara um chá para si e leite para Gabriel. Eles sentam à mesa pequena. Janice conta sobre o festival, exagerando as partes boas para animá-lo.

                             GABRIEL

Mãe, quando eu crescer, vou ser cantor como você!

                              JANICE

           ( Sorrindo, beijando sua testa )

Vai sim, mas estuda primeiro. Seu pai sempre dizia: educação é tudo. Agora, conta o que fez hoje.

Gabriel fala animado sobre a escola e brincadeiras. Janice ouve, mas seus olhos revelam cansaço e preocupação com as contas.
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CENA 6 – INT. QUARTO DE JANICE – AMPARO – NOITE. Janice põe Gabriel na cama, contando uma história. Ele adormece. Sozinha, ela olha fotos antigas da família, incluindo uma com Fabiana na infância. Suspira, pensando na irmã sumida.

                               JANICE 

                     ( para si mesma )

Fabiana, onde você tá? A vida tá dura aqui…

Ela guarda as fotos, reza uma oração rápida e deita, exausta.
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CENA 7 – EXT. MERCADO LOCAL – INTERIOR DE SÃO PAULO – DIA SEGUINTE. Janice e Gabriel compram frutas. Ela barganha preços, mostrando sua luta diária. Gabriel ajuda carregando sacolas.

                              GABRIEL

Mãe, posso um sorvete?

                              JANICE

Hoje não, amor. Mas prometo no próximo show.

Eles encontram Maria do Rosário, amiga cantora, que elogia o show da noite anterior.

                     MARIA DO ROSÁRIO

                             ( Sorrindo ) 

Janice, que surpresa boa! Você arrasou ontem! Vamos fazer um dueto um dia?

                               JANICE

Adoraria, Maria. Mas a vida tá corrida…

                     MARIA DO ROSÁRIO 

( Sorrindo ) Não tem problema, eu tô sem pressa pra isso. Vai no seu tempo. Enquanto isso..

Maria do Rosário tira um convite do bolso, entregando a Janice. 

                     MARIA DO ROSÁRIO 

Vou cantar hoje a noite na praça da cidade. É aniversário do prefeito né? Ele fez questão. E quero te convidar Janice, pra cantar comigo. Você aceita? A mulher que ia cantar teve um problema, cancelou a vinda dela pra cá. 

                              JANICE 

Você tá falando sério? 

                       MARIA DO ROSÁRIO 

Sim. Você vai receber o cachê hoje mesmo, assim que acabarmos o show. 

                               JANICE 

                             ( Sorrindo ) 

Aí minha Santa Edwiges, obrigada. Tava mesmo precisando fazer algum show pra ganhar um dinheirinho, preciso pagar minhas contas. Que horas vai ser?

                      MARIA DO ROSÁRIO 

Vai começar às sete, e a festa vai até onde o povo quiser. Mas é claro, a gente só vai até a meia noite. Até que vale a pena sabe? É um dinheiro alto.. Nem tanto, mas dá pra nós duas. 

                                  JANICE

Perfeito então.

                               GABRIEL 

Eu também tô convidado né? 

Elas riem, e Janice passa a mão na cabeça de Gabriel.

                                 JANICE 

Tá sim meu filho. A festa é pra todo mundo. 

                      MARIA DO ROSÁRIO 

Fica combinado então. Tchau menino lindo, tchau Janice. Muito obrigada..

                              JANICE 

Obrigada eu! Até mais tarde Maria..

Maria do Rosário passa a mão no cabelo de Gabriel, sorrindo e saindo de cena. 

                             GABRIEL 

Mãe, ela também é cantora sertaneja?

                              JANICE 

É sim, filho. Maria do Rosário é bem conhecida em São Paulo, no Interior.. Já cantou em tudo conte show. Agora vamos? 

Eles andam de mão dadas e saem.
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CENA 8 – INT. CASA DE JANICE – INTERIOR DE SÃO PAULO – TARDE. Janice ensaia uma nova música com o violão. Gabriel assiste, batendo palmas. Momento de alegria familiar, contrastando com a pobreza.

                               JANICE

                       ( cantando trechos )

Em busca da felicidade, sou um cara de ouro.. Tenho a vida formada.

Cantando nos bares da cidade 

Só para atrair as mulherada.. 

                              GABRIEL

Mãe, você é a melhor!

                               JANICE 

Obrigada meu amor. Essa letra era de seu pai, ele que criou quando fomos cantar no nosso primeiro show aqui na cidade. 

                               GABRIEL

Você tá ansiosa pro show?

                                JANICE 

Muito! E só por causa disso, a mamãe vai deixar você comprar tudo que você quiser. Doces, brinquedos.. Só não pode exagerar, hein? 

                                GABRIEL 

Eu já te disse que eu te amo hoje?

                                JANICE 

Já sim, e eu também te amo! Seu danado.. 

Ela brinca com ele, beijando seu rosto enquanto dá tapas em sua bunda. 

                                JANICE 

Agora vai pro banho vai.. Jajá a mamãe vai lá te ajudar a separar roupa 

                                GABRIEL

Tá bom.. 

Gabriel pega a bola de futebol em cima do sofá, indo para os corredores da pequena casa enquanto Janice para de tocar, pensativa, sorrindo.
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CENA 9 – INT. CIDADE. INTERIOR DE SÃO PAULO – NOITE. A cidade local fica iluminada por luzes coloridas da praça, com pessoas em mesas separadas, bebendo, dançando e crianças brincando nos brinquedos, como pula pula. Todos estão sorrindo e se divertindo. No palco, o telão exibe um pôster de Maria do Rosário com seu violão sentada em um banco de madeira e o seu nome. Maria do Rosário sobe no palco, chamando atenção.

                    MARIA DO ROSÁRIO 

Boa noite Triunfo, Boa noite gente linda! 

Todos correspondem o ” boa noite” num tom animado e alto. As músicas param e a atenção fica com Maria do Rosário. Ela pega o microfone e segura seu violão, sorrindo. 

                      MARIA DO ROSÁRIO 

                              ( Sorrindo ) 

60 anos dessa cidade maravilhosa! Não é o Rio de Janeiro, mas é a cidade maravilhosa também. Quem aí quer ver um show de Maria do Rosário? Aqueles que realmente querem cantar, dançar e curtir comigo, quero de mãos levantadas! 

Todos levantam a mão, sorrindo. A praça está lotada. Atras do palco, Janice chega um pouco atrasada com Gabriel. 

                                 JANICE 

Como eu tô filho?

                                 GABRIEL 

Você tá linda mãe, maravilhosa. 

                                  JANICE 

Obrigada meu amor! Você tá um gatão também.. Agora a mamãe vai cantar, eu quero que você grave hein? 

                                 GABRIEL 

Pode deixar, eu e os meninos vamos gravar com a câmera de lá dos brinquedos. 

                                 JANICE 

Se cuida hein, e pelo amor de Deus, não sai de perto do Bruno, do Caique.. 

                                GABRIEL

Relaxa mãe, eu conheço tudo por aqui. Você tá muito nervosa..

                                JANICE 

( Rindo )

Desculpa filho, eu tô mesmo. Primeira vez que vou cantar pra mais de cem pessoas. Agora vai lá, e me deseja boa sorte 

                              GABRIEL

Boa sorte mãe! 

Ele beija a mão dela, e Janice solta um sorriso. Gabriel manda beijo fazendo sinais com a mão, saindo e indo para a multidão da festa. Já Janice também sai, entrando em direção a parte de trás do palco. 

                    MARIA DO ROSÁRIO 

Então vamos lá? Quero todo mundo dançando hein! Essa aqui é especial, e eu mando pra todos os casais reunidos essa noite. 

Maria do Rosário começa a fazer o som da música, e todos continuam prestando atenção no show. 

Sonoplastia on: 

                   MARIA DO ROSÁRIO 

( Cantando ) 

Há uma nuvem de lágrimas sobre meus olhos 

Dizendo pra mim que você foi embora 

E que não demora pro meu pranto rolar AAA..

                    MARIA DO ROSÁRIO 

( Cantando ) 

” Eu tenho feito de tudo pra me convencer

E provar que a vida é melhor sem você

Mas meu coração não se deixa enganar.. “

Janice sobe no palco, cantando com o microfone já na mão e um pouco nervosa por dentro. Surpreendendo Maria do Rosário e todos com sua voz. 

                            JANICE 

( Cantando ) 

” Vive inventando paixões para fugir da saudade 

Mas depois da cama a realidade..

É só sua ausência doendo demaaaaais. “

Todos a aplaudem, e Janice sorri enquanto solta a voz. Ficando ao lado de Maria, que canta junto com ela. Elas continuam o show e dá um tom mais animado ao público, que entram no ritmo da música. A festa continua. 

CENA 10. CASA – INT. SALA DE JANICE – SÃO PAULO – MANHÃ. O telefone toca. É um produtor local oferecendo um show pequeno. Janice aceita animada, mas nota uma carta de cobrança de contas. Ela esconde de Gabriel.

                                JANICE

( Ao telefone ) 

Sim, eu vou! Obrigada pela chance.

( Para Gabriel ) 

Filho, as coisas vão melhorar.

                                GABRIEL

Sério mãe?

                                 JANICE 

A mamãe conseguiu mais um show, quem sabe talvez novas oportunidades..

                               GABRIEL

Parabéns mãe! 

                                JANICE 

( Sorrindo, o beijando ) 

Obrigada meu amor.

CENA 11. CASA – INT. VARANDA – CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO – MANHÃ. Janice e Gabriel assistem o pôr do sol. Ela o abraça, falando de sonhos.

                                 JANICE

( SORRINDO ) 

Um dia, a gente vai pra cidade grande, gravar um disco. Você acredita?

No radinho ao fundo, na sala, toca uma música de Renato Teixeira. 

Sonoplastia on:

                                GABRIEL

Acredito, mãe. Com você, tudo é possível.

A trilha se embala com Gabriel sendo acariciado e recebendo o carinho de Janice, que sorri enquanto o pôr do sol é refletido em seus olhos. 

                           FIM DO CAPÍTULO 

Avaliação: 1 de 5.

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