Olho por Olho: Capítulo 25

OLHO POR OLHO 👁️👁️ • web novela
CAPÍTULO 25 

Criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv

abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=Phm0IrEbWOjLaLy5

CENA 01. INT. – CORREDOR DO RESORT – ANGRA DOS REIS. O corredor está quase vazio, apenas o eco distante da música da festa e o barulho da chuva forte batendo nas janelas. Fabiana caminha rápido, bolsa na mão, o rosto tenso depois da conversa com Beatriz. De repente, ela para ao ver uma figura encostada na parede à frente: Gabriel (como Lucas), braços cruzados, olhando diretamente para ela com um sorriso calmo.

FABIANA ( Parando bruscamente, voz seca )

Lucas. O que você tá fazendo aqui à essa hora? A festa acabou.

GABRIEL ( Aproximando devagar, voz educada)

Só esperando a chuva passar, dona Fabiana. Seu marido me pediu pra ajudar a fechar tudo. E… vi a senhora discutindo com a Beatriz. Parecia sério.

Fabiana o encara fixamente, o coração acelerando. Por um segundo, os olhos dele parecem idênticos aos da criança que ela viu uma única foto anos atrás. Ela pisca forte, balança a cabeça levemente – o champanhe da noite toda pesando.

FABIANA ( Voz hesitante, franzindo a testa )

Você… por um momento, você me lembrou alguém. Alguém que eu conheci há muito tempo. Um menino. Gabriel.

Gabriel solta uma risada baixa, natural, inclinando a cabeça como se achasse graça.

GABRIEL

Gabriel? Meu nome é Lucas, senhora. Talvez a senhora tenha bebido um pouco demais essa noite. Acontece nas festas. Eu sou só o assistente do seu marido, lembra?

Fabiana continua olhando, o dúvida crescendo. Ela passa a mão no rosto, respira fundo.

FABIANA ( Sussurrando, mais para si mesma )

Deve ser isso… alucinação. Champanhe misturado com estresse. Eu tô vendo coisa onde não tem.

GABRIEL ( Tocando levemente o braço dela, voz solícita ) Quer que eu chame o Aloísio? Ou um táxi pra suíte? A senhora parece cansada.

FABIANA ( Recuando rápido, voz firme novamente )

Não precisa. Eu tô bem. Só… esquece o que eu disse.

Ela passa por ele apressada, sem olhar para trás. Gabriel espera ela sumir no corredor, o sorriso desaparecendo devagar do rosto.

CORTA PARA:
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CENA 02. EXT. – VARANDA DO RESORT – ANGRA DOS REIS – MADRUGADA. A chuva caía forte, mas Laura e Gabriel (Lucas) estão abrigados sob a cobertura da varanda, olhando o mar agitado. Luzes coloridas dos fogos restantes refletem nas poças. Laura está com um xale nos ombros, Gabriel ao lado, mais próximo do que o normal.

LAURA ( Sorrindo, voz baixa )

Essa tempestade veio do nada, né? Pelo menos a festa foi linda.

GABRIEL ( Olhando para ela, voz suave )

A parte mais linda foi você cantando junto com a Maria do Rosário no bis. Você tem uma voz doce.

Laura cora, baixando os olhos. Ele se aproxima mais, toca o rosto dela com delicadeza.

GABRIEL

Laura… eu sei que as coisas estão confusas com o Carlos, com tudo. Mas eu gosto de você. De verdade. Desde o primeiro dia na empresa.

LAURA ( Olhando nos olhos dele, emocionada )

Eu também, Lucas. Você me faz sentir… segura. Meu pai fala tão bem de você. 

Eles se aproximam devagar. O beijo é lento, romântico, com a chuva ao fundo. Laura corresponde, mãos no peito dele. A câmera se afasta um pouco.

Na sombra de uma coluna próxima, Carlos observa tudo, punhos cerrados, rosto contorcido de ciúme e raiva. Ele vira e sai pisando forte, desaparecendo na chuva.

CORTA PARA:
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CENA 03. INT. – SUÍTE DE FABIANA – RESORT – MADRUGADA. Fabiana entra, tranca a porta, pega o celular imediatamente. Ainda abalada pela “alucinação” no corredor.

FABIANA ( Na ligação, voz baixa e urgente )

Escuta bem. Tem um rapaz chamado Lucas trabalhando pro meu marido. Quero gente atrás dele. Discreto. Fotos, rotina, tudo. E se ele for quem eu acho que é… acaba com ele antes do Ano Novo.

Ela desliga, respira fundo, vai até o frigobar e serve mais uma taça.

CORTA PARA:
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CENA 04. EXT. – ESTACIONAMENTO DO RESORT – MANHÃ. A chuva parou durante a noite. Maria do Rosário caminha rápido em direção ao seu carro, mala na mão, olhando ao redor nervosamente. Um carro preto surge devagar atrás dela. Fabiana desce do banco traseiro, óculos escuros, voz fria.

FABIANA

Maria do Rosário. Que surpresa te encontrar tão cedo.

MARIA DO ROSÁRIO ( Parando, virando-se, fingindo calma )

Fabiana. Eu já tô indo embora. Show acabou.

FABIANA ( Se aproximando, voz ameaçadora )

Onde tá o sobrinho? O Gabriel. Eu sei que você sabe.

Maria do Rosário engole em seco, mas decide jogar.

MARIA DO ROSÁRIO ( Olhar triste, voz baixa )

Gabriel morreu, Fabiana. Há uns anos. Overdose no convento. Eu enterrei o menino sozinha. Por isso que eu vim pro Rio… tentar recomeçar.

FABIANA 

Você me disse que não sabia o paradeiro do garoto. 

MARIA DO ROSÁRIO 

Eu não queria dar o gosto de você ficar feliz com a morte de um menino inocente. 

Fabiana para, estudando o rosto dela. A história bate com o medo que ela sempre teve de nunca ter certeza.

FABIANA ( Hesitante )

Mas ele morreu mesmo? Você tem prova disso?

MARIA DO ROSÁRIO ( Suspirando )

Tenho a certidão de óbito guardada. Mas pra quê mexer nisso agora? Deixa o menino descansar. E eu não te devo satisfação Fabiana. 

Fabiana fica em silêncio por um momento, mas os olhos ainda suspeitos.

FABIANA

Talvez. Mas eu ainda acho que o Lucas tem os mesmos olhos. Vou descobrir. Ele me lembra muito o pirralho. Você conhece o Lucas né? O olhar dele pra você era familiar. Enfim, eu tô de olho em você caipira. E se o Gabriel não morreu, ele vai morrer. 

Ela volta para o carro e parte. Maria do Rosário respira aliviada, mas o medo permanece.

MARIA DO ROSÁRIO 

Esse menino me deixa tão preocupada.. Essa mulher é uma psicopata. 

CORTA PARA:
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CENA 05. INT. – QUARTO DE BEATRIZ – RESORT – Maria do Rosário bate na porta. Beatriz abre, ainda de robe, surpresa.

BEATRIZ

Maria do Rosário? Algum problema com o cachê?

MARIA DO ROSÁRIO ( Entrando, voz séria )

Não. Eu vim falar da Fabiana. Ela tá louca. Tentou me ameaçar. E falou de uma tal Janice… como se conhecesse muito bem.

Beatriz congela por um segundo, depois sorri de forma estranha, quase nostálgica.

BEATRIZ ( Olhar distante )

Janice… Era uma cantora boa, sabe? Voz pura. Eu vi ela cantar uma vez, num barzinho em São Paulo, anos atrás. Tinha um brilho que a Fabiana nunca teve. Pena o que aconteceu com ela. 

Maria do Rosário franze a testa, sentindo algo errado no tom de Beatriz – como se ela soubesse mais do que dizia.

MARIA DO ROSÁRIO

Você… conhecia a Janice pessoalmente?

BEATRIZ ( Recuperando a compostura, sorriso falso )

Não, não. Só ouvi falar. Histórias que rolam no meio artístico. Enfim, cuidado com a Fabiana. Ela é perigosa quando se sente encurralada. Mas você era amiga da Janice, não?

MARIA DO ROSÁRIO 

Mas que amigas, éramos irmãs. Mas eu não gostei da forma que a Fabiana me tratou. Beatriz eu sei que isso foi uma armadilha pra mim. Mas eu não vou cair nessa. Eu sou mais esperta que vocês duas juntas. 

Elas trocam olhares. Cena tensa. 
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CENA 06. INT. – SALÃO PRINCIPAL – RESORT – TARDE. A maioria dos convidados já partiu. Fabiana está sentada em uma mesa, tomando café, quando Freitas surge do nada – vivo, roupa amarrotada, barba por fazer, sorriso debochado. Ele se senta à força na cadeira ao lado dela.

FREITAS ( Baixo, voz rouca )

Feliz Natal atrasado, meu amor. Achou que eu ia morrer tão fácil?

FABIANA ( Pálida, olhando ao redor )

Você… como escapou dos meus homens? O que você ta fazendo aqui?

FREITAS ( Rindo baixo )

Eu conheço seus truques, Fabi. Agora eu quero minha parte. Senão, eu conto tudo pro seu maridinho e pra polícia. Sobre a Janice, a dívida, tudo.

Fabiana cerra os dentes, mas força um sorriso.

FABIANA

Tá bem. Eu arrumo sua grana. Mas some da minha vida.

Freitas se levanta, beija a mão dela com ironia e sai. Fabiana pega o celular imediatamente.

FABIANA ( Na ligação )

Manda alguém pra São Paulo. Convento dos Jesuítas, interior. Descobre se o menino Gabriel morreu mesmo ou se tá vivo. Eu espero virar o ano aqui com a família, depois eu mesma vou atrás da verdade.

CORTA PARA:

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CENA 07. INT. – SALA DE ESTAR DA MANSÃO ALBUQUERQUE – RIO DE JANEIRO – Fabiana e Aloísio estão no sofá, assistindo TV. Ela se aninha nele, voz doce.

FABIANA

Amor, começo de janeiro eu preciso ir a São Paulo. Fechar um contrato grande pros shoppings. Só uns dias.

ALOÍSIO ( Beijando a testa dela )

Claro, meu bem. Trabalho é trabalho.

FABIANA 

A festa me deu uma preguiça meu amor. Nem sei se vou curtir muito o réveillon.

ALOÍSIO 

Vamos sim uai, novos tempos.. Novos anos. Mas o nosso amor sempre vai ser o mesmo né? E isso já vai ser motivo o suficiente pra comemorar. 

Os dois se beijam.

CENA 08. INT. – APARTAMENTO DE LAURA – RIO DE JANEIRO – MESMA NOITE. Laura e Gabriel (Lucas) estão sozinhos, luz baixa. Conversam sentados no sofá, mãos dadas. Ele a puxa devagar para um beijo mais intenso que o da varanda – apaixonado, demorado. Laura corresponde, abraçando-o forte.

LAURA ( Sussurrando )

Eu não quero mais saber do Carlos. Só quero você.

GABRIEL ( Sorrindo, beijando o pescoço dela )

E eu só quero você, Laura. Aliás desde o dia que eu te vi, eu sabia que você era essa mulher incrível. 

A câmera se afasta enquanto eles continuam se beijando, o clima romântico preenchendo o ambiente. 

                      FIM DO CAPÍTULO

Avaliação: 1 de 5.

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