Mar Aberto: Capítulo 05

MAR ABERTO 🌊 | web novela
CAPÍTULO 05

criada e escrita por: Ruan Ferreira
autorização especial: LRTV

Abertura: https://youtu.be/jmBUDjDyPwE?si=AbW94qVQSWFgcS3I

CENA 1. PRAIA – NOITE
Uma fogueira no centro da areia tremulando. Jovens dançam, tocam violão e o som da batida leve de reggae se mistura ao barulho das ondas quebrando na praia. Maria Clara, ri entre amigos. Tiago chegando ao luau, procura por alguém. Gabi nota sua presença, sorri de canto. Ele as avista e se aproxima com dois copos de suco.



TIAGO: Boa noite, meninas.



Clara sorri ao ver Tiago. Ele estica o braço, lhe oferecendo um dos copos. Gabi desfazendo o sorriso, sentida.



TIAGO: Trouxe pra você. Achei que ia gostar mais do que cerveja.



Gabi sai discretamente. Clara pega o copo de suco e bebe um gole.



CLARA (sorri): Acertou. Ainda não aprendi a gostar daquele gosto amargo.



Os dois saem do grupo de amigos e sentam-se lado a lado na areia, de frente para o mar. Ela o observa discretamente, o rosto iluminado pela fogueira.



CLARA: Você sabia que a Gabi tá doida pra dançar com você?



TIAGO (ri desviando o olhar): A Gabi é uma boa amiga, mas pra ser sincero, hoje eu só queria dançar com uma pessoa.



CLARA (sem graça): E quem seria?



Tiago se aproxima lentamente. O coração dela dispara, sorri, mas hesita. Vencendo a timidez, Tiago encosta o rosto no dela e a beija. O tempo parece parar. Os dois se entregando ao momento único é mágico. Próximo dali, Gabi observa, ela vira o rosto, olhos marejados, tentando disfarçar o ciúme. De volta à Tiago e Clara, o clima é de total encanto.
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CENA 2. BAR – NOITE
O som de um rádio antigo tocando forro. Osvaldo servindo uma porção de peixe frito em uma das mesas, para um casal. No balcão, alguns pescadores locais, entre eles Zé Bento, que intercala um copo de cachaça e a mesa de sinuca. Dois pescadores ao lado, já um pouco bêbados, falando alto e rindo.



PESCADOR 1: Rapaz, o tal do luau nas pedras tá animado. Cê viu que até a menina da Dalva tava metida no meio?



PESCADOR 2: Compadre, e tava bem soltinha viu? Dançando com o povo, de sainha curta, parecia como se fosse dessas meninas da noite.



Zé ergue lentamente o rosto, o copo parando no meio do caminho, vira para os dois, rosto franzido.



ZÉ BENTO: Repete o que vocês disseram!



Os dois se entreolham, fingindo não entender.



PESCADOR 1 (tentando rir): Nada demais, Bento. Só tavam comentando…



Bento bate o copo com força na mesa.



ZÉ BENTO: Comentando o quê, Firmino?! Que minha menina tava onde não devia? É isso? (pega no colarinho da camisa) Vocês não tem o que fazer não?! Ficar inventando mentiras?



PESCADOR 2: Não é mentira não, Zé! Eu também vi sua menina no tal luau. Mas aqui ninguém tá querendo ofender não! Foi só brincadeira!



Bento dá um soco na mesa, derrubando uma garrafa. O bar se agita. Odvaldose aproxima para intervir.



OSVALDO: Deixe disso, homem! Se sua menina tá nesse luau, deixe ela se divertir!



ZÉ BENTO (furioso): Se isso é verdade mesmo, eu acabo com isso hoje! Acabo!



Ele sai pisando duro. Os pescadores comentando entre si. Osvaldo preocupado vendo o pescador se distanciando pela praia.

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CENA 3. RIO DE JANEIRO – BALADA – NOITE
Luzes piscam no ritmo da batida eletrônica. A câmera passeia pelo interior de uma balada de luxo, onde a elite jovem do Rio se diverte. Lucas surgindo no meio da pista, rodeado por amigos, entre eles está FRANCISCO. Eles com um balde de cervejas e outras bebidas nas mãos. Lucas trocando olhares com outras garotas. Uma delas o agarra pela cintura e lhe dá um beijo. Os dois naquele momento intenso.

FRANCISCO (rindo, puxando Lucas): Vambora que essa noite tá pequena demais pra ficar se amarrando logo na chegada, irmão!

LUCAS (rindo): Pô, no melhor da festa?

FRANCISCO: Ainda tem muita festa a noite inteira, camarada. Vem cá, e a Carolzinha? Não implicou com a tal reunião familiar que você inventou não, Luquinhas?

LUCAS: A Carol implica com tudo, irmão. Sinceramente, eu tô pensando em terminar tudo com ela.

Francisco o olha com surpresa. Abre uma cerveja e bebe em um gole.

FRANCISCO: Tá zuando?!

LUCAS: Não, pô. Nunca falei tão sério. Eu e a Carol não temos nada a ver um com o outro. Ela quer uma coisa que eu nunca vou poder dar: fidelidade. (ri abrindo os braços) Com tanta mulher gostosa nessa cidade, é impossível se manter fiel, meu irmão!

Os dois riem, se divertem. Do outro lado da pista, vem surgindo ALEX REIS. Ele olha com um sorriso irônico e se aproxima do grupo de amigos.

ALEX: Olha só, o príncipe dos mares também por aqui!

Lucas o encara com cara de poucos amigos. Ergue o copo, sarcástico.

LUCAS: E o plebeu das oficinas resolveu sair do gueto?

ALEX: Engraçado você falar de gueto, porque eu ainda lembro quem ganhou de você no último racha.

Francisco e alguns amigos, atrás de Lucas, se entreolham, sentindo a tensão no ar.

FRANCISCO: Vambora, Lucas. Deixa esse mané pra lá.

ALEX (debochado, rindo): Isso mesmo, “Luquinhas”, vai com seu amiguinho. Deixa a noite pra quem sabe curtir. Não dá pra ser incompetente na pista da balada como é nas ruas.

Lucas se revolta com o que Alex diz e se volta para ele. Francisco vendo que o amigo já caiu na pilha do badboy.

LUCAS: Tu ter ganhado a última foi pura sorte! Mas bora testar essa tua “competência”.

Alex dá um meio sorriso, entortando a cabeça e aceitando o desafio.

ALEX: Pista velha da estrada de Guaratiba. Duas da manhã.

FRANCISCO: Ei, vocês tão malucos? Aquela estrada é um perigo, irmão!

ALEX (rindo): Tá com medo, Marins? Melhor ouvir seu amiguinho aí. Não dá pra segurar no dinheiro do papai, lá é lugar pra menino crescido!

Lucas fecha o punho, com raiva, encarando Alex.

LUCAS: Não costumo correr de ninguém, Reis. Principalmente de você.

Eles se encaram por alguns segundos. Alex as afasta, deixando Lucas tenso. Francisco balança a cabeça negativamente, preocupado.

FRANCISCO: Cara, não entra nessa. Esse maluco é encrenca.

LUCAS: Já entrei!

Lucas bebe num gole só seu copo de bebida.

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CENA 4. ESTRADA DE GUARATIBA – MADRUGADA
Na velha rodovia de Guaratiba, carros e motos chegando por ali, outros já estacionados. Muito barulho de jovens no local. Lucas chegando em seu carro esportivo. Os faróis cortam a escuridão da noite, e revelam Alex, que o aguarda, encostado em outro carro esporte, agarrado à uma garota. Francisco apreensivo, tentando convencer Lucas.

FRANCISCO: Lucas, pensa bem, irmão. Isso vai dar ruim!

LUCAS: Não dá pra voltar atrás, Francisco! Não vou passar recibo de arregão pra esse mané! Eu mato ou eu morro nessa pista, mas não vou desistir!

FRANCISCO: Cês tão loucos!

Alex se aproxima de Lucas, encarando.

ALEX: E aí, campeão?! Dá tempo de desistir e voltar pra casa, a tempo de tomar um copo de leite quente feito pela mamãe, antes de dormir.

Alex ri. Lucas com semblante fechado. Dá as costas e entra no carro. Alex entende o sinal e entra em seu carro. Os dois se encarando dentro dos veículos. Os jovens se amontoam nas laterais da rodovia, para assistir o racha entre os dois inimigos. O som dos motores formando uma trilha de tensão. Um sinal é dado e os dois aceleram os carros, determinados e imprudentes. Os faróis de ambos os veículos rasgando a estrada.

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CENA 5. ARRAIAL DO CABO – PRAIA – MADRUGADA
A câmera acompanha Zé Bento caminhando decido pela areia, o vento batendo forte no rosto. Acende um cigarro, o olhar em chamas. Segue em direção à praia, onde o som distante do luau ecoa misturado à risadas. Zé se aproxima pela areia, pronto para fazer um escândalo. Ao ver Maria Clara junto de Tiago, abraçados em volta da fogueira, arregala os olhos. O brilho das chamas refletem em seus olhos.

ZÉ BENTO (gritando): MARIA CLARA!

A música para. Todos voltam sua atenção. Bento com o rosto vermelho de raiva, o olhar faiscando. Clara empalidece diante do padrasto.

CLARA (assustada): Meu Deus, ele veio!

TIAGO (tentando proteger): Seu Zé Bento, calma! Ela só tava se divertindo, não fez nada demais.

ZÉ BENTO (berrando): Cala a boca, moleque! Não se mete! (aponta o dedo para Clara) Eu te avisei pra não me desobedecer, menina!

Todos observam em silêncio, constrangidos. Clara tenta falar, mas as lágrimas começam a cair.

CLARA: Só queria me divertir um pouco, é o aniversário da minha amiga. (revoltada) Queria me sentir uma garota normal, pelo menos uma vez na vida!

ZÉ BENTO (gritando): Diversão é coisa de gente direita, não de quem foge de casa no meio da noite, como se fosse… Uma mulher da vida!

Ele agarra o braço dela com força.


ZÉ BENTO: Cê me fez passar vergonha na vila inteira! Agora vai pra casa comigo!

Tiago segura o braço de Zé Bento, tentando intervir.

TIAGO: Larga ela, Zé Bento! A Clara não é mais criança!

Zé Bento lhe dá um soco certeiro. Tiago quase cai. Todos cochichando entre si. Gabi se aproxima, aflita, e acolhe o rapaz, que encara o pescador com surpresa.

ZÉ BENTO: Você devia ter vergonha, seu vagabundo! Mexendo com menina de família! (encarando Clara) Tua mãe não te criou pra isso. Não vou deixar estragarem todo o trabalho que ela teve e nem o que ela te ensinou uma vida inteira!

Zé sai carregando Clara, que sai pela festa quase arrastada. Todos olhando e comentando a cena deplorável. Gabi passando a mão pelo rosto de Tiago.

GABI: Você tá bem?

TIAGO (revoltado): Ele não devia ter feito isso! Não devia!

Tiago se desvencilha de Gabi e também sai pela areia, cheio de raiva. Gabi entristecida, olhando com reprovação para tudo aquilo.


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CENA 6. CASA DE DALVA E ZÉ BENTO – SALA – MADRUGADA

Clara entra nervosa, abrindo a porta com força. Zé Bento atrás, segue descontrolado.


ZÉ BENTO: Volta aqui, menina! Acha que pode fazer o que quiser e sair assim? Eu te tirei daquele antro de perdição.

CLARA (se vira): Eu fui à uma festa, só isso! Não tinha antro nenhum, só na sua cabeça torta. Todo mundo vai se divertir, menos eu! Você não tinha o direito de me humilhar daquele jeito!

ZÉ BENTO: Você me desobedeceu! Morando debaixo do meu teto, comendo da minha comida! Eu que sempre te dei tudo, sem ter nem obrigação!

CLARA: Tudo? Você só sabe me controlar! Me tratou a vida inteira como se eu fosse um fardo! Eu não sou sua propriedade!

Zé passa a mão pelo rosto, nervoso. A encara fortemente.

ZÉ BENTO: Ingrata! Você é uma ingrata!


CLARA: Ingrata porque eu quero viver? Porque eu não quero ser tratada como uma criminosa só por ter dançado em um luau.


ZÉ BENTO (explode): Ingrata porque eu sempre te dei de tudo nessa casa e nem minha filha você é! Nem minha, nem da Dalva!


Dalva vem chegando na sala nesse momento, já arregalando os olhos, ouvindo a discussão. Clara atônita.

CLARA (sem entender): O quê?


ZÉ BENTO (prazer sádico): É isso que cê tá ouvindo! Se não acredita, pergunta pra essa daí que sempre te protegeu da verdade. Mas a única verdade nisso tudo, é que você, garota, não é nada nossa! A gente te criou como filha, por pena! Se não fosse esses braços aqui a te salvar, você tava morta! Ingrata!


Dalva parte para cima de Zé Bento, o empurrando e lhe estapeando.

DALVA (raiva): Seu desgraçado! Você não tinha o direito! Desgraçado!



Zé Bento tentando se defender, enquanto afasta a mulher com os braços. Clara atônita, tentando entender aquelas palavras ditas pelo pescador. Dalva sai de cima de Zé Bento e tenta se aproximar de Clara.



DALVA (chorosa): Filha… Filha me escuta, por favor.


CLARA (encarando, olhos marejados): É verdade isso? É verdade que você… Você não é a minha mãe?

O silêncio de Dalva responde, ela dá um passo em direção à Clara, que recua.


CLARA: Não. Não fala nada. Eu preciso sair daqui.

DALVA: Filha, por favor, me escuta!

ZÉ BENTO (debochando): Vê só, Dalva! A menina não respeita ninguém. Nem quando a gente abre o jogo e conta a verdade. Isso é que dá criar filho dos outros, a gente nunca sabe que bicho vai dar!

DALVA (explodindo): Cala a boca, Zé Bento! Você não tinha esse direito! Você destruiu a minha vida, desgraçado! DESTRUIU! Eu nunca vou te perdoar!

Clara, em lágrimas, corre para a rua escura. Dalva chama pela filha, sem retorno. Cai de joelhos no chão de casa, desolada, chorando copiosamente.

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CENA 7. ESTRADA DE GUARATIBA – MADRUGADA
A estrada vista do alto. Os carros de Lucas e Alex como dois projéteis na pista. A câmera acompanha os pneus queimando no asfalto, enquanto os faróis cortam a noite como um túnel de luz.

Lucas assume a dianteira do racha, conduz de forma impressionante. Alex força, tentando emparelhar. Lucas faz uma manobra ousada e encosta o carro no limite da calçada, superando Alex de vez. A multidão de jovens explode, entre eles, Francisco que vibra a “vitória” do amigo.

LUCAS (saindo do carro, eufórico): É assim que se faz, seu otário!


Alex fecha o punho, faz menção de ir para cima, mas é segurado por dois colegas, igualmente mal encarados. Lucas comemora, beijando uma garota. Ao longe, um som de viatura policial vem surgindo na estrada, colocando os presentes em alerta. Lucas desmanchando o sorriso. Ritmo.

JOVEM 01: Alguém avisou a polícia! Ferrou!

JOVEM 02: Apaga o celular! CORRE!

Mas não dá mais tempo. Quatro carros da PM surgem das duas extremidades da avenida, fechando a saída como uma armadilha perfeita. Movimentação de alguns jovens, tentando correr do local. Os policiais descem rápido, armado, cercando todos.

POLICIAL 01 (gritando): Todo mundo parado! Ninguém corre! Mão na cabeça todo mundo!

Lucas congela. Francisco olha desesperado.

FRANCISCO: Eu falei, mano… Eu falei!

LUCAS: Quem foi o desgraçado que dedurou?!

Lucas morde o lábio, irritado, mas tentando manter a pose. Alex tenso, sendo revistado por um dos policiais.



ALEX: Isso é abuso. A gente só tava…

POLICIAL 02 (falando por cima): “So tava” cometendo um crime, né, campeão? (olhando os carros) Racha, direção perigosa, vocês se deram mal!



Os jovens são separados em grupos, revistados, algemados. Lucas é colocado contra a parede e algemado, pela primeira vez na vida, diante dos amigos.

LUCAS (humilhado): Ei, pega leve, eu sou filho…

POLICIAL 01 (agressivo): Eu não quero saber de quem você é filho, playboy! Vai pra cadeia igual todo mundo.

LUCAS (apavorado): Cadeia?!

Lucas engole seco. Os policiais começam a recolher os carros. Na viatura, Lucas está sentado no banco traseiro, algemado, ofegante. Francisco ao lado, enquanto Alex está em outra viatura, revoltado. Lucas encara o vidro, a sirene refletida no rosto.

FRANCISCO: Seu pai vai te matar!

LUCAS (olhar vazio): Vai fazer bem pior que isso, Francisco. Bem pior!

A viatura parte. O som das sirenes cortando a rodovia. Câmera aérea mostrando Lucas e os amigos sendo detidos. A imagem vai escurecendo aos poucos.
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CENA 8: DELEGACIA – DIA
Pedro entra pela delegacia, nervoso. Um inspetor vindo recebê-lo.

PACHECO: Doutor Pedro Marins? (cumprimentando) Inspetor Pacheco, um prazer.

PEDRO (nervoso): Onde está o meu filho?

PACHECO: Seu filho está detido lá dentro. Foi pego em um racha pesado, situação complicada, doutor.

Pedro vai acompanhando o inspetor, por um corredor. Os dois chegam à Sala de detenção. Área gradeada, lotada de jovens. Alguns rindo, outros revoltados. Em um canto, Lucas sentado em um banco de cimento, desarrumado, com as mãos cruzadas e olhar perdido. Pedir surge com o inspetor.

PACHECO (chamando): Lucas Marins?

Lucas volta sua atenção, e ao ver o pai, levanta. Pai e filho se encaram.

PEDRO (Off): Isso é o que você se tornou?

CORTE

Pedro e Lucas conversando em outra sala, somente os dois, um de frente para o outro. Lucas de cabeça baixa, enquanto Pedro está furioso em sua frente.

LUCAS (cabeça baixa): Pai, não é o que você tá pensando.

PEDRO: Eu te dei tudo, Lucas. TUDO! E você me retribui dessa forma? Você diz que eu nunca ligo pra você, mas olha onde você me trouxe… Nos trouxe! É humilhante! Eu não vou deixar que você acabe com a nossa vida dessa forma!

Lucas encara Pedro, cara fechada. Os dois se encaram de forma pesada, em um duelo de mágoas acumuladas das duas partes.

A imagem congela em LUCAS e as águas do mar cobrem a tela.

(FIM DO CAPÍTULO)

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