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Capítulo 22 (última semana)
original de: Caridad Bravo Adams
adaptada e escrita por: Jair Vargas
autorização especial: LRTv
abertura: https://youtu.be/B-kNvmAsIpg?si=gr_t69BD8IfUGJrT
Cena 1: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – DIA]
PADRE ANTÔNIO (60s), com o semblante cansado, está sentado no confessionário, ouvindo a confissão de uma paroquiana. O ambiente é silencioso.
[CORTA PARA]
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Cena 2: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
CARMELA (40s), disfarçada com um véu e um casaco grande, entra na igreja e se senta no confessionário, do outro lado do Padre Antônio. Ela está visivelmente perturbada.
CARMELA (Com a voz baixa e distorcida, irreconhecível)
Padre, eu preciso confessar os meus pecados.
PADRE ANTÔNIO
(Com um tom de acolhimento)
Pode falar, minha filha. Deus é misericordioso.
[CORTA PARA]
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Cena 3
[INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela começa a confessar seus crimes, um por um, com uma crueldade perturbadora. Ela começa com a mentira para Augusto e Alma.
CARMELA
(Com a voz trêmula, mas sem arrependimento)
Eu inventei que Estefânia e Rogério eram amantes. Que iriam fugir. Eu os fiz parecerem culpados pelo acidente.
Padre Antônio ouve, chocado.
[CORTA PARA]
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Cena 4: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela continua, revelando a morte de Solange.
CARMELA
(Com a voz baixa e fria)
Depois, a Solange… ela ia estragar tudo. Eu a afoguei no lago. Ninguém viu. Ninguém sabe.
Padre Antônio aperta os olhos, aterrorizado.
[CORTA PARA]
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Cena 5 [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela confessa os incêndios e a explosão na usina, as mortes de Luís e Amparo.
CARMELA
(Com um sorriso discreto, quase imperceptível): Eu e Armando… planejamos o incêndio. E a explosão na usina. Luís e Amparo foram um problema.
Padre Antônio sente um calafrio na espinha. A magnitude da maldade de Carmela o deixa atordoado.
[CORTA PARA]
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Cena 6: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela para por um momento, como se saboreasse a confissão.
CARMELA (Com um suspiro):
Há tanto sangue em minhas mãos, Padre. E ninguém desconfia.
Padre Antônio tenta manter a compostura, mas seus olhos estão arregalados de horror.
[CORTA PARA]
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Cena 7: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela, com requintes de crueldade, revela o prazer que sentiu ao manipular Augusto e Alma.
CARMELA (Com um tom de voz quase erótico): E ver o Augusto caindo no meu jogo… a Alma, cega pelo ódio. Foi delicioso.
Padre Antônio respira fundo, tentando processar a confissão.
[CORTA PARA]
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Cena 8: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela, com a confissão terminada, espera a reação do Padre Antônio.
CARMELA (Com um tom desafiador)
E então, Padre? O que vai fazer?
Padre Antônio está em choque. A regra do sigilo de confissão o impede de revelar o que ouviu.
[CORTA PARA]
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Cena 9: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – CONTINUAÇÃO]
Carmela se levanta, o véu ainda cobrindo seu rosto, e sai do confessionário. Ela para por um momento e olha para o Padre Antônio através das grades. Seus olhos se encontram. A máscara de disfarce se desfaz, revelando a frieza de Carmela.
CARMELA
(Com um sorriso sádico)
Lembre-se do seu juramento, Padre.
[CORTA PARA]
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Cena 10: [INT. IGREJA DE DOIS MONTES – NOITE]
Padre Antônio está ajoelhado no confessionário, tremendo. A voz de Carmela e as atrocidades que ela confessou ecoam em sua mente. Ele está em um dilema terrível: o sigilo de confissão ou a justiça? A confissão perturbadora de Carmela o deixou atordoado e o colocou em uma encruzilhada moral.
(FIM DO CAPÍTULO)

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