Meu Grande Amor: Capítulo 03

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capítulo 3

Criada e escrita por: Gustavo Silva
Direção de projeto: Jair Vargas
Autorização especial: LRTv

Abertura: https://youtu.be/O7HUGKThRC0?si=VZ7JFDu9v9nlZzds

[CENA 1 – INT. CASA DE TATI – SALA/NOITE]

Instrumental On:https://youtu.be/F-ExjFZ47ME?si=9Cp_vUdhfQhnPSJ

Tati levanta do chão, ela está toda ensanguentada e com manchas no rosto. Ela abre os olhos e se depara com Poltergeist mexendo na sua carteira.

TATI: Olha o que você fez comigo. Eu tô toda quebrada, Jefferson!

POLTERGEIST: É pra tu aprender a respeitar um homem e pra deixar de ser miserável!

TATI: (CHORANDO) Tu não já roubou o meu dinheiro, desgraçado, filho da mãe. Agora vaza da minha casa!

Tati levanta com dificuldades e parte pra cima de Poltergeist. Ela o empurra diversas vezes até a saída enquanto ele sai sem reagir.

TATI: (CHORANDO) Desgraçado!

Instrumental OFF
❤️‍🔥

[CENA 2 – INT. CASA DE NICETTE – SALA/DIA]
AMANHECE NO RIO DE JANEIRO.

Nicette está sentada no sofá falando com Everton pelo celular.

NICETTE: (AO CELULAR) Eu vou lá, já te disse, meu filho.

EVERTON: (VOZ ELETRÔNICA) Mãezinha, a senhora não pode falhar senão quebra as minhas pernas.

NICETTE: Tu vai sair daí, meu amor. Só tô fazendo isso por ti.

EVERTON: Te amo, mãe!

Nicette desliga e Tati entra toda arrebentada. Nicette se assusta.

NICETTE: Creio em Deus pai, minha filha… O que foi isso?

TATI: Foi nada não, mãe…

NICETTE: Foi o tal Poltergeist, não foi? Foi o Jefferson, né? Eu vou atrás dele!

TATI: Não foi ele, mãe. Eu caí da escada lá de casa e fiquei assim. O Jefferson ainda tá sumido!

Nicette finge acreditar.

TATI: Vou passar um reboco que eu ainda tenho que trabalhar.

Tati entra em casa e Nicette observa desconfiada.
❤️‍🔥

[CENA 3 – INT. EMPRESAS RIO IMOBILIÁRIO – ESCRITÓRIO DE NATÁLIA/DIA]

Natália fala ao celular enquanto observa a vista da sua empresa através da parede de vidro.

NATÁLIA: (AO CELULAR) Fornecer três sofás e duas almofadas de pêlo de ganso, ok? Então o senhor acha que o caminhão chega hoje a tarde? Ok! Tenha um bom dia!

Jerônimo entra sorridente e abraça Natália que desliga o celular.

NATÁLIA: Ué, já chegou lá da casa de Itaipava? Chegou quando?

JERÔNIMO: Cheguei ontem à noite por conta da D.R fora de hora de vocês.

NATÁLIA: Nem te conto, amigo. Tirei o Fábio de casa!

JERÔNIMO: Coitado…

NATÁLIA: Coitado? Você acredita que o safado desceu do apartamento e já tinha uma piranha lá embaixo esperando por ele?

Jerônimo gargalha.

NATÁLIA: Você ri?
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[CENA 4 – INT. CASA DE MARTA – SALA/DIA]
Isabella está atrasada catando seus materiais de trabalho enquanto Murilo caça a chave.

ISABELLA: (PROCURANDO) Minha caixinha de esmaltes, amoreco. Eu cheguei ontem lá do salão e não sei onde coloquei.

MURILO: Eu tô procurando a chave do carro e o pior que se eu chegar atrasado para contabilidade o Doutor Jerônimo me mata.

Isabella acha a chave entre as almofadas do sofá.

ISABELLA: (RINDO) Achei! Já é uma coisa.

MURILO: Eu vou colocar o carro aqui pertinho, tá?

Murilo beija Isabella.

ISABELLA: Vai logo tirar o carro, bobo. A dona Ivina vai ficar uma fera se eu me atrasar, fora que ainda tem dez andares para subir até aquele apartamento dela.

Murilo sai e Isabella procura a caixinha de esmaltes.
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[CENA 5 – INT. APARTAMENTO DE IVINA/DIA]
Instrumental On:https://youtu.be/GaUSyTC_dIE?si=NjgWKNRRMjkSwci1

Ivina (Maria Padilha) e Isabella caminham conversando até a varanda.

IVINA: Imagina, meu bem, se atrasar todo mundo se atrasa! Só me desculpa a bagunça é porque a empregada daqui tentou furtar as minhas joias e foi pro olho da rua, mas já contratei outra.

ISABELLA: Nossa, não se pode confiar em mais ninguém, não é?

IVINA: Eu mesma não confio nem na minha mãe, Aurora.

ISABELLA: Perdão, eu me chamo Isabella, dona Ivina…

IVINA: Que cabeça a minha, Aurora era a cabeleireira da semana passada. Perdão… É tudo culpa do cigarro, meu bem.

ISABELLA: Que casão, não é?

IVINA: Gostou?

CORTA PARA:

Na varanda, Isabella faz a manicure de Ivina.

IVINA: (SORRINDO) A mão tão leve, suave…

ISABELLA: Obrigada! Vem cá, a senhora mora sozinha?

IVINA: Desde que meu filho Léo foi pra Espanha mas o filho de um empresário riquíssimo.

Soraya (Pri Helena) serve café para as duas.

IVINA: Essa é a Soraya, é uma ótima profissional! Não conversa, não fala nada é muda.

Soraya sai e Isabella observa estranhando.

Instrumental OFF
❤️‍🔥

[CENA 6 – EXT. MORRO DA UNIÃO/DIA]
Nicette sobe o morro, ela está assustada ao ver bandidos armados.

NICETTE: Jesus Cristo, segura na minha mão e me faça caminhar até esse tal Furtado.

Ela avista distante Poltergeist e corre até ele.

NICETTE: (GRITANDO) Desgraçado! Desgraçado!

Nicette enche Poltergeist de tapas.

POLTERGEIST: (GRITANDO) Sai daqui, velha louca! Doida!

NICETTE: (BATENDO) Covarde! Agora encosta um dedo na minha filha pra ver como eu te mato!

Furtado (André Gonçalves) salta do carro e levanta a camisa exibindo a arma na cintura.

FURTANDO: Vamo baixar a bola aí, tia!?

Nicette e Poltergeist se olham.

POLTERGEIST: Essa doida aí que começou a me bater.

FURTADO: Vem cá, tia. Tu faz parte do movimento?

NICETTE: Olha bem pra mim, cara! Sou uma mãe de família e só quero bater um papo contigo.
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[CENA 7 – EXT. LAJE DO MORRO/DIA]
Nicette sobe as escadas que dá acesso ao escritório de Furtado que é em cima da laje.

FURTADO: Por que tu não me disse que era mãe do Evertinho, dona?

NICETTE: Só tô fazendo isso porque meu filho tá sete anos preso pagando por uma coisa que não fez. Eu tentei juntar provas mas… a justiça não quer saber se a gente é inocente e se você for preto pior ainda!

FURTADO: Tá certa! Ele livrou a cabeça de um cara que é do movimento lá dentro do presídio e como eu sou grato…

Furtado põe a arma em cima da mesa.

FURTADO: Toma cuidado, tia. Se os homi pegarem essa arma tu tá feita.

Nicette pega a arma e coloca dentro da sacola.
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[CENA 8 – INT. CONSTRUTORA J.A – ESCRITÓRIO DE JERÔNIMO/DIA]
Jerônimo e Davi (Felipe Bragança) entram, Jerônimo beija a bochecha de Murilo.

JERÔNIMO: Como eu tava com saudades desse menino. É um menino de ouro, esse Murilo!

DAVI: Vamos agilizar na contabilidade que o senhor tem uma reunião às duas da tarde, doutor Jerônimo.

JERÔNIMO: Agora eu tô casado com duas pessoas, a Drica e o outro é o Davi. (RINDO) Tenho duas noivas!

CORTA PARA:

Murilo e Jerônimo se despedem.

MURILO: Tudo certinho e contadinho, doutor Jerônimo!

JERÔNIMO: Você é um excelente profissional, Murilo. Agora vai curtir, vai namorar que a vida é curta!

MURILO: Até amanhã!

Murilo sai e Wagner entra.

JERÔNIMO: Wagner?

WAGNER: Só vim porque é uma coisa importantíssima! Uma rebelião e uma fuga, doutor.

JERÔNIMO: O quê? Você não tá falando lé com cré. Que rebelião?

WAGNER: No presídio onde o Everton está preso!

Jerônimo respira fundo.

JERÔNIMO: Quem te disse isso?

WAGNER: Um amigo meu que tá detido lá dentro. Se esse cara saí da cadeia ele vai querer se vingar do senhor, seu Jerônimo!

JERÔNIMO: Você acha?

WAGNER: Se o senhor me prende injustamente e me faz passar sete anos preso, a única coisa que eu queria era me vingar de você!

JERÔNIMO: Pois dê um aviso definitivo nele, Wagner. Dá seus pulos, mas não deixe esse desgraçado fugir!
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[CENA 9 – INT. HOSPITAL DA UNIÃO – QUARTO DE MARTA/NOITE]
ANOITECE NO RIO DE JANEIRO.

O doutor Gilmar checa os sinais no monitor. Ele anota algo na prancheta, quando percebe, de súbito, um leve movimento nas pálpebras de Marta.

GILMAR: (SURPRESO) Marta…? Você me ouve?

Marta pisca, respira fundo, e seus lábios tentam formar palavras que não saem de imediato. Ela move a cabeça, quase imperceptível.

GILMAR: Ela tá acordando… (NO COMUNICADOR) Quarto 305, paciente recobrando a consciência. Acionem a família.
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[CENA 10 – INT. CASA DE NICETTE – QUARTO/NOITE]
Nicette se agacha no chão e observa debaixo da cama a arma que está dentro da caixa de sapato. Darlan entra e ela se assusta e levanta rapidamente.

DARLAN: Mãe? O que houve?

NICETTE: É que eu perdi o meu brinco…

DARLAN: Aí fica difícil na sua idade você ficar se abaixando assim…

NICETTE: Para com isso hein, hoje não tem mais esse negócio de idade não. Vem que eu vou colocar a janta.

Nicette sai e curioso, Darlan se baixa e pega a caixa de sapato.

DARLAN: Que caixa é essa?

Darlan abre e observa a arma. Ele levanta com a arma em mãos quando Nicette entra e se assusta.

NICETTE: Que é isso? O que foi isso?

DARLAN: (MOSTRANDO A ARMA) Que é isso digo eu! Essa arma é do Everton? Quem te deu isso, mãe?

Os dois se encaram.
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[CENA 11 – INT. CASA DE MARTA – SALA/NOITE]
Isabella está deitada no sofá com os pés no colo de Murilo que faz massagem no pé dela enquanto conversa.

MURILO: Como assim ela tava estranha?

ISABELLA: Sei lá, ela já é meio esquisita, parece que pirou.

MURILO: A coitada mora naquela casa sozinha só com empregados, amor.

ISABELLA: Dona Ivina é muito doida mesmo…

O celular de Murilo toca e ele atende.

MURILO: É do hospital, amor.

Ele atende e Isabella fica apreensiva.

MURILO: (AO CELULAR) Eu tô indo aí agora nesse exato momento! Tô chegando aí, Doutor Gilmar.

Murilo desliga o celular e encara Isabella com um sorriso de felicidade.

ISABELLA: O que foi? O que foi, amor?

MURILO: (SUSPIRANDO DE ALEGRIA) Minha mãe acordou do coma!

Isabella suspira assustada.

FIM DO CAPÍTULO

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