Meu Grande Amor: Capítulo 31 (Última Semana)

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Capítulo 31 (Última Semana)

Criada e Escrita por: Gustavo Silva
Direção de projeto: Jair Vargas
Autorização especial: LRTv

Abertura: https://youtu.be/O7HUGKThRC0?si=3kKz_nssNM1Fx3U-

[CENA 1 – INT. J.A CONSTRUTORA – ESCRITÓRIO DE JERÔNIMO/NOITE]

Instrumental On:https://youtu.be/8-Ui5rjICAY?si=FJypp7YDPdqWyb0m

Murilo tira as mãos da sua mãe da gola da camisa de Jerônimo.

JERÔNIMO: (GRITANDO) Você tá louca?

MURILO: (BRAVO) Não chame a minha mãe de louca, sei que você é meu patrão mas não vai tirar farofa desse jeito comigo não.

JERÔNIMO: E a senhora acha o quê? Que seu filho é santo? Eu mandei ele esconder esse dinheiro.

MURILO: Você me coagiu porque queria que eu mostrasse confiança.

JERÔNIMO: Seu filho não é nenhuma criança não, dona Marta.

MARTA: Mesmo que falam que você é inescrupuloso. Você ainda vai querer trabalhar para esse cara, meu filho?

MURILO: Claro que não, mãe. Eu passei anos aqui aturando seu mau humor, aguentando seus segredinhos… Contando dinheiro que eu nem sei pra que é.

MARTA: Dinheiro sujo, meu filho, é claro.

MURILO: Tô caindo fora. Amanhã mesmo eu venho aqui pegar minhas coisas…

Murilo e Marta saem.

Instrumental OFF
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[CENA 2 – INT. CASA DE MARTA – COZINHA/DIA]

AMANHECE NO RIO DE JANEIRO.

Marta, Murilo e Isabella tomam café da manhã alegres e gargalhando.

MARTA: (RINDO) Voei mesmo na goela daquele sujeito.

MURILO: Mãe, eu só aceitei guardar esse dinheiro aqui dentro foi pra mostrar confiança, ele me manipulou…

MARTA: Tá tudo bem, meu filho… Mãe tá com você.

ISABELLA: E o bom é que você não trabalha, mas pra ele, não é amor? Mas se você não trabalha mais na J.A… Como vai fazer pra sustentar nosso filho?

MARTA: Ué, cuida da contabilidade do nosso supermercado, filho.

MURILO: (SORRINDO) Desculpa mãe, mas eu já até pensei no que vou fazer. Amor, você tem o número da Tati? Não tem?

ISABELLA: Tenho sim, mas…

MURILO: Manda ela me enviar o número do irmão dela, o mais velho.

Isabella e Marta se olham sem entender e voltam a tomar café.
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[CENA 3 – INT. CASA DE NICETTE – SALA/DIA]
Nicette serve café para Ernandes.

DARLAN: O senhor tá me dizendo que…

ERNANDES: Com esse Wagner preso, o caminho tá livre pra você conquistar a guarda definitiva da Sofia, já até enviei pro juiz o processo.

NICETTE: Com certeza! O juiz não vai dizer a Sofia conviver com esse bandido, ele sendo casado com a mãe dela.

DARLAN: (SORRINDO) Nem acredito que minha filha…

Darlan se emociona e Nicette e Ernandes abraçam ele.

NICETTE: Tua filha, meu amor… Vai morar aqui com a gente, se Deus quiser!
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[CENA 4 – INT. HOTEL – QUARTO DE JUAN/DIA]

Cibele está deitada no lado da cama quando acorda com o barulho do choro de Juan. Ela virasse e beija as costas dele, ela vê que Juan observa o caderno de crimes do seu pai.

JUAN: (CHORANDO) Meu pai é um monstro, Cibele… Tá aqui tudo que ele mandou o Wagner fazer… Meu pai mandou matar uma tal de Manu.

CIBELE: Meu pai eterno…

JUAN: Manu. Pelo que vi aqui ela era amante dele, Cibele…

Cibele abraça Juan.

CIBELE: Fica calma, meu amor.

Os dois se beijam e Juan põe a cabeça no colo dela.
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[CENA 5 – INT. J.A CONSTRUTORA – ESCRITÓRIO DE JERÔNIMO/NOITE]

Murilo se aproxima da mesa de Jerônimo que está sentado ao lado de Davi.

DAVI: Fiquei muito triste quando soube da sua demissão, Murilo.

MURILO: Demissão? Eu chamo de livramento.

JERÔNIMO: Sua mamãezinha invade a minha sala e me humilha, você acha que…

MURILO: Você manipula as pessoas, Jerônimo da Assunção isso eu saquei desde que vim trabalhar aqui. Davi, cuidado.

JERÔNIMO: Dá a demissão pra esse cara assinar, vai.

Davi entrega o papel, Murilo assina.

JERÔNIMO: Você foi e sempre será… O maior contador do mundo.

Murilo sai.
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[CENA 6 – INT. PRESÍDIO – CELA/DIA]
Furtado se aproxima de Wagner.

FURTADO: Wagner, toma um whisky para relaxar.

WAGNER: Quem diria que um dia eu estaria dividindo a cela logo contigo. 

Wagner bebe o whisky que está dentro da garrafa pet.

FURTADO: O que tu fez?

WAGNER: Uns servicinhos pro doutor Jerônimo da Assunção, sabe quem é?

FURTADO: Sei o bastante pra ter medo. Meu movimento trabalhou bastante pra ele, até agora que eu tô preso tem gente trabalhando pra ele.

WAGNER: (TONTO) Esse whisky é do bom, viu, chapa… (ESTRANHANDO) Só tô com um pouco de dor no peito…

FURTADO: Tá pálido…

Furtado se aproxima do ouvido de Wagner.

FURTADO: Essa foi a mando do doutor Jerônimo da Assunção.

Wagner cai morto aos pés dos outros detentos que gritam por ajuda dos carcereiros.
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[CENA 7 – INT. BAR/DIA]

Murilo e Everton tomam um café no balcão do bar.

EVERTON: Olha, foi o melhor que tu fez, Murilo. Mas tu não pediu meu número só pra me falar isso.

MURILO: Claro que não. Você lembra quando você disse que trabalhava de pizzaiolo? Vem cá, tu ainda sabe fazer pizza?

EVERTON: Claro que eu sei. Fazer pizza é que nem andar de bicicleta.

MURILO: E se a gente montasse uma pizzaria aqui na União? Ganhei uma grana boa com minha demissão na J.A.

EVERTON: (ALEGRE) Olha que… Olha que ideia porreta viu!

Os dois comentam.
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[CENA 8 – EXT. FEIRA/DIA]
Trilha Sonora On:https://youtu.be/MTWGHuQKvOQ?si=y8my7YsXTthqSpQp

Nicette e Valdo caminham na feira.

NICETTE: (RINDO) Eu só não falei com você porque não te reconheci. Mas você é o marido da Marta, não é?

VALDO: Ex marido! Ela agora vai casar com aquele outro…

NICETTE: Ela tá tão feliz… Tu ainda sente alguma coisa por ela, não sente?

VALDO: Sentia mas já acabou, já…

NICETTE: Me engana que eu gosto, Valdo. Bora ali na barraca da dona Janete…

Os dois caminham conversando alegres, Nicette gargalha com Valdo.

Trilha Sonora OFF
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[CENA 9 – INT. DELEGACIA – CORREDOR/DIA]

Juan entra e abraça Lorena que está aos prantos.

LORENA: (CHORANDO) Mataram meu marido! Mataram ele!

JUAN: Fica calma, fica calma…

LORENA: Tu acha que foi… Teu pai?

JUAN: Olha, eu não sei mas… Ele sabia de tanta coisa do meu pai…

LORENA: (BRAVA) Aquele desgraçado! Mas quer saber? Me dá o caderno…

JUAN: Lorena, pensa bem…

LORENA: Me dá agora!

Trêmulo, Juan dá o caderno para Lorena que entra na sala do delegado.
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[CENA 10 – INT. CASA DE JERÔNIMO – SALA/DIA]
Jerônimo entra em casa e se depara com a presença do delegado Lopes e os policiais.

JERÔNIMO: Que é isso? Sinceramente, tiraram o dia pra me surpreender…

LOPES: Doutor Jerônimo da Assunção, você está preso por ser mandante dos crimes cometidos por Wagner!

Jerônimo é algemado.
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[CENA 11 – INT. PRESÍDIO – SALA DE VISITA/NOITE]

ANOITECE NO RIO DE JANEIRO…

Jerônimo se senta em frente ao filho.

JERÔNIMO: Veio ver o seu grande troféu, Juan? O pai algemado que você ajudou a derrubar?

JUAN: Não fui eu que te denunciei, pai. Eu nunca faria isso…

JERÔNIMO: Então quem foi? Aquele caderno desapareceu… alguém entregou.

JUAN: Foi a Lorena, mulher do Wagner. Ela estava desesperada com a morte do Wagner. E quando leu o que estava escrito ali… agiu. Mas eu… eu não queria isso.

Jerônimo respira fundo.

JUAN: Conversei com o delegado Lopes. Com um bom advogado e pela forma como tudo foi conduzido… você vai poder responder às investigações em liberdade.

JERÔNIMO: E por que faria isso por mim?

JUAN: Porque apesar de tudo… você é meu pai. Mas também… porque a tempestade ainda não acabou.

JERÔNIMO: Fala logo, Juan.

JUAN: Os acionistas da J.A. se reuniram hoje. Com a sua prisão, estão exigindo o seu afastamento da presidência… imediatamente.

Jerônimo fecha os olhos 

JUAN: Mas me chamaram pra conversar… querem que eu assuma, pelo menos interinamente.

Jerônimo o encara.

JUAN: Mas tem uma condição, pai, A Natália ainda não fechou a desassociação da J.A e eu sou o único herdeiro.

JERÔNIMO: O que você tá dizendo, Juan?

JUAN: Tô dizendo que vai ter que escolher. ou me apoia… ou fica com a Natália. Mas os dois, não vai dar.

FIM DO CAPÍTULO

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