Olho por Olho: Capítulo 31

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CAPÍTULO 31

criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv

abertura:

CENA 01. EXT. – ESTRADA DE TERRA – INTERIOR DO RIO DE JANEIRO. O SUV preto sacoleja pela estrada de terra irregular, faróis iluminando poeira e mato alto. Carlos dirige com um sorriso fixo, cantando baixinho junto ao rádio. Laura, já consciente, respira rápido pelo nariz, olhos arregalados de terror. Ela puxa as amarras dos pulsos, tenta chutar o painel, mas os movimentos são fracos.

CARLOS
(olhando de lado, voz carinhosa)
Para de se mexer, meu amor. Você vai se machucar. Eu trouxe água, comida… tudo pra gente ficar bem. A gente vai pra uma casinha que eu aluguei. Lá ninguém acha.

Laura faz sons abafados, lágrimas escorrendo. Carlos estende a mão e afaga o cabelo dela.

CARLOS
Eu sei que você tá brava agora. Mas vai passar. Você vai ver que eu sou o único que te ama de verdade.

O carro entra numa clareira, para em frente a uma cabana velha de madeira.

CORTA PARA:
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CENA 02. INT. – CABANA ISOLADA – MADRUGADA.

Carlos carrega Laura para dentro, acende um lampião a querosene. Coloca-a numa cadeira velha, amarra as pernas na base. Tira a mordaça com cuidado.

LAURA
(voz rouca, desesperada)
Carlos, por favor… me solta. Meu pai vai te matar quando encontrar.

CARLOS
(sorrindo, ajoelhando na frente dela)
Seu pai? Ele tá ocupado com a madrasta criminosa. E aquele Lucas… Gabriel… ele não vai te achar. Eu cuido de tudo.

Ele pega uma garrafa d’água, aproxima da boca dela.

CARLOS
Bebe. Você precisa ficar forte pra nossa nova vida.

Laura vira o rosto, chorando. Carlos força suavemente.

CORTA PARA:
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CENA 03. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – MESMA MADRUGADA.

Gabriel caminha ansioso. Maria do Rosário segura o celular dele, mostrando o mapa de rastreamento.

MARIA DO ROSÁRIO
(olhar sério)
O celular dela tá desligado, mas o último sinal foi aqui, perto de uma estrada secundária. Pode ser o Carlos.

GABRIEL
(pegando as chaves)
Eu vou agora. Não espero polícia.

MARIA DO ROSÁRIO
(segurando o braço dele)
Você não vai sozinho. Leva o Jarbas. E toma cuidado, Gabriel. A Fabiana tá solta, e ela quer você morto.

Gabriel assente, abraça a tia rápido.

GABRIEL
Eu volto com ela, tia. Prometo.

CORTA PARA:

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CENA 04. INT. – HOTEL EM SÃO PAULO – SUÍTE – MADRUGADA.

Fabiana está na varanda, vento frio batendo no rosto. O celular vibra – mensagem do capanga: “Gabriel saiu do apartamento. Seguindo ele. Armadilha pronta.”

Ela sorri, bebe mais champanhe.

FABIANA
(para si mesma, voz fria)
Vai, sobrinho. Corre atrás da menina. Quanto mais você se mexer, mais fácil eu acabo com você.

Ela manda uma mensagem rápida: “Não falhem dessa vez.”

CORTA PARA:
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CENA 05. INT. – CARRO DE OLÍVIA – ESTRADA – MADRUGADA.

Olívia dirige rápido, Gabriel no banco do passageiro.

GABRIEL
(olhando o mapa no celular)
A cabana tá a uns 40 minutos. Como você sabe exatamente onde é?

OLÍVIA
(voz baixa)
Eu acompanhei o Carlos há meses. Ele é obcecado. Planejava isso há tempo.

GABRIEL
(virando pra ela)
Por que você ajuda? Qual é o seu interesse?

OLÍVIA
(sorriso triste)
Porque eu devo isso a alguém que você ama muito. E porque a Fabiana destruiu vidas demais. Inclusive a minha.

Gabriel franze a testa, mas não pergunta mais.

CORTA PARA:
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CENA 06. EXT. – CABANA – MADRUGADA.

Carlos está na varanda da cabana, arma na mão, olhando a estrada. Faróis surgem ao longe. Ele sorri.

CARLOS
(para si mesmo)
Chegou a hora do show.

Ele entra, fecha a porta, aponta a arma para Laura.

CARLOS
Seus amigos chegaram. Vamos ver quem ganha essa.

Laura chora, olhos implorando.

CORTA PARA:
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CENA 07. INT. – CARRO DE OLÍVIA – PERTO DA CABANA.

Olívia para o carro a distância, apaga os faróis.

OLÍVIA
Ele tá armado. E tem reforço da Fabiana vindo atrás da gente.

GABRIEL
(pegando a arma que Jarbas lhe deu antes)
Então a gente entra rápido. Eu cuido do Carlos. Você fica no carro.

OLÍVIA
(segurando o braço dele)
Cuidado, Gabriel. Ela tá viva. E você vai precisar dela inteira.

Gabriel assente, sai do carro, avança agachado pela mata.

CORTA PARA:
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CENA 08. INT. – CABANA – MADRUGADA.

Carlos ouve passos. Abre a porta, arma apontada.

CARLOS
(gritando)
Vem, Lucas! Ou Gabriel! Quem quer que seja! Vem pegar sua namoradinha!

Gabriel surge da escuridão, arma na mão.

GABRIEL
(voz firme)
Solte ela, Carlos. Acaba aqui.

Carlos ri louco, aponta a arma para a cabeça de Laura.

CARLOS
Um passo e ela morre.

Tensão máxima. Gabriel trava.

CORTA PARA:
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CENA 09. EXT. – ESTRADA PERTO DA CABANA – MADRUGADA.

Dois carros pretos chegam – capangas da Fabiana. Eles descem armados, se aproximando da cabana.

Um deles fala no rádio.

CAPANGA
Dona Fabiana, estamos no local. O alvo tá aqui.

CORTA PARA:
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CENA 10. INT. – HOTEL EM SÃO PAULO – SUÍTE – MESMA HORA.

Fabiana recebe a ligação, sorriso frio.

FABIANA
(na ligação)
Acabem com ele. E com quem estiver junto. Sem sobreviventes.

Ela desliga, levanta a taça.

FABIANA
Feliz fim de jogo, Gabriel.

A câmera corta para a cabana: Gabriel e Carlos se encarando, Laura chorando, reforços chegando pela mata. Sons de passos e armas sendo engatilhadas.

Tela escurece com tensão máxima.

FIM DO CAPÍTULO

Avaliação: 1 de 5.

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