Olho por Olho: Capítulo 32

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CAPÍTULO 32

criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv

abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=H4PzGqS47EJC49lI

CENA 01. EXT. – CLARERA DA CABANA – MADRUGADA. A clareira está envolta em silêncio pesado, quebrado apenas pelo crepitar distante de galhos secos e o vento frio da madrugada. Gabriel avança pela mata, arma na mão, passos silenciosos sobre folhas úmidas. A cabana velha surge entre as árvores, luz fraca de lampião vazando pelas frestas.

Dentro, Carlos anda em círculos, arma apontada para Laura amarrada na cadeira. O rosto dele é uma mistura de loucura e desespero.

CARLOS
(gritando para fora, voz rachada)
Eu sei que você tá aí, seu filho da puta! Sai da mata ou eu juro que atiro na cabeça dela!

Laura solta um soluço abafado, olhos inchados e vermelhos.

LAURA
(fraca, implorando entre lágrimas)
Carlos… por favor… me deixa ir…

Carlos vira-se para ela, arma tremendo.

CARLOS
Cala a boca! Você vai ver… a gente vai ser feliz. Longe de tudo isso.

Gabriel para atrás de uma árvore grossa, respira fundo. Ele vê a silhueta de Carlos pela janela quebrada. Calcula a distância.

GABRIEL
(alto, voz firme, ecoando na clareira)
Carlos, baixa essa arma. Você não quer machucar ela de verdade. Solta a Laura e a gente resolve isso sem sangue.

Carlos ri nervoso, suando.

CARLOS
Resolver? Você roubou ela de mim! Ela era minha antes de você aparecer!

Gabriel dá mais um passo, calculando.

GABRIEL
Ela nunca foi sua. Solta ela agora e eu deixo você ir embora. Ninguém precisa morrer.

Carlos hesita, olha para Laura, depois para a porta.

CARLOS
Mentira… você quer me matar!

Ele aponta a arma para a cabeça de Laura.

Nesse instante, um tiro ecoa da mata. Não de Gabriel. Um capanga da Fabiana, escondido do outro lado, atira para dentro da cabana. A bala atinge a parede ao lado da cabeça de Laura. Madeira estilhaça.

Laura grita.

Gabriel se joga para frente, rola no chão e entra pela porta lateral destruída.
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CENA 02. INT. – CABANA – SEGUNDOS DEPOIS.

Gabriel entra atirando. A bala acerta o ombro do capanga que entrou pela janela. O homem cai gritando.

Carlos, em pânico, atira de volta. A bala raspa o braço de Gabriel, que sente o calor da pólvora.

Gabriel revida. O tiro atinge a perna de Carlos. Ele cai de joelhos, arma escorregando da mão.

Gabriel corre até Laura, corta as amarras com uma faca do cinto, tira a mordaça.

LAURA
(soluçando, abraçando ele)
Gabriel… eu achei que…

GABRIEL
(abraçando forte, voz embargada)
Tá tudo bem agora. Eu tô aqui.

Carlos, no chão, sangrando, olha para os dois com ódio.

CARLOS
(rouco)
Você… não vai ficar com ela…

Gabriel vira-se, aponta a arma para Carlos, mas abaixa devagar.

GABRIEL
Você vai pra cadeia. Isso é justiça.
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CENA 03. EXT. – CLARERA – MOMENTOS DEPOIS.

O segundo capanga tenta fugir pela mata. Gabriel sai da cabana, vê o homem correndo. Atira para o alto.

GABRIEL
(gritando)
Para! Ou o próximo é no peito!

O capanga para, levanta as mãos. Gabriel se aproxima, algema ele com as próprias algemas que trazia.

Dois carros da polícia chegam com sirenes baixas – reforço chamado por Jarbas, que seguiu Gabriel a distância.

Jarbas desce do carro, arma na mão.

JARBAS
Chefe! Você tá bem?

Gabriel assente, exausto.

GABRIEL
Leva o Carlos e esse aí. Tentativa de sequestro e homicídio.

Laura sai da cabana, apoiada em Gabriel, pernas fracas.

LAURA
(olhando para ele)
Você veio… você me salvou.

Gabriel beija a testa dela.

GABRIEL
Sempre vou vir.
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CENA 04. INT. – DELEGACIA – RIO DE JANEIRO – MANHÃ DE 10 DE JANEIRO.

Carlos está algemado numa cadeira, braço enfaixado. Dois policiais o interrogam.

POLICIAL
Você sequestrou a filha do Aloísio Albuquerque. Tentou matar o companheiro dela. Fala logo: quem mandou?

Carlos ri baixo, olhos vidrados.

CARLOS
Ninguém mandou. Eu só queria minha namorada de volta.

O policial balança a cabeça.
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CENA 05. INT. – MANSÃO ALBUQUERQUE – TARDE DE 10 DE JANEIRO.

Aloísio abraça Laura forte, lágrimas nos olhos.

ALOÍSIO
Minha filha… nunca mais saia sem segurança.

Laura assente, ainda tremendo.

LAURA
Pai… o Lucas… ele me salvou. Ele arriscou a vida.

Aloísio olha para Gabriel, que está ao lado, braço enfaixado.

ALOÍSIO
Obrigado, rapaz. Você salvou minha filha duas vezes agora.

Gabriel assente, sério.

GABRIEL
Era o mínimo, senhor.
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CENA 06. INT. – HOTEL EM SÃO PAULO – TARDE.

Fabiana recebe ligação.

VOZ DO CAPANGA
Dona Fabiana… os homens foram presos. O Gabriel escapou. A menina também.

Fabiana quebra o copo na mão. Sangue escorre.

FABIANA
(voz baixa, mortal)
Então acabou. Ele ganhou essa rodada.

Ela respira fundo, pega a mala.

FABIANA
Prepare o avião. Eu volto pro Rio. E dessa vez… eu mesma acabo com ele.
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CENA 07. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – NOITE DE 10 DE JANEIRO.

Gabriel entra, exausto. Maria o abraça forte.

MARIA DO ROSÁRIO
Graças a Deus… você tá vivo.

GABRIEL
(abraçando de volta)
A Laura tá segura. Carlos foi preso.

Maria olha nos olhos dele.

MARIA DO ROSÁRIO
E a Fabiana?

GABRIEL
Ela tá solta. Mas eu não paro. Não enquanto ela respirar livre.

Maria toca o rosto dele.

MARIA DO ROSÁRIO
Você tá cansado, menino. Descansa hoje. Amanhã a gente pensa no próximo passo.

Gabriel assente, mas os olhos ainda carregados de fúria.
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CENA 08. INT. – CASA DE OLÍVIA – NOITE.

Olívia entra no quarto escuro. Janice está acordada na cadeira de rodas, olhando uma foto antiga de Gabriel criança.

JANICE
(voz fraca)
Ele tá vivo… e lutando.

Olívia ajoelha ao lado dela.

OLÍVIA
Ele salvou a Laura hoje. Ele é forte… como você.

Janice chora baixinho.

JANICE
Eu quero ver ele… dizer que eu nunca desisti.

Olívia segura a mão dela.

OLÍVIA
Logo. Quando for seguro. Eu prometo.
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CENA 09. EXT. – RUA DA MANSÃO ALBUQUERQUE – NOITE.

Gabriel estaciona o carro, olha para a mansão. Laura aparece na janela do quarto, acena devagar. Ele retribui, mas não entra.

GABRIEL
(para si mesmo)
Ainda não acabou.

Ele liga o carro e parte na escuridão.
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CENA 10. INT. – AEROPORTO DE SÃO PAULO – NOITE.

Fabiana embarca num jatinho particular. O rosto é uma máscara de ódio frio.

FABIANA
(para o piloto)
Rio. Agora.

O avião decola. A câmera acompanha enquanto ela olha pela janela, cidade ficando pequena.

FABIANA
(sussurrando)
Você acha que venceu, Gabriel? Eu ainda tenho cartas na manga.

Tela escurece com o ronco do avião e música tensa.

FIM DO CAPÍTULO

Avaliação: 1 de 5.

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