Olho por Olho: Capítulo 33

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CAPÍTULO 33

criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv

abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=I6jwaadSDuSraT7q

CENA 01. INT. – JATINHO PARTICULAR – CÉU SOBRE O BRASIL. O avião corta as nuvens altas, sol batendo forte nas janelas. Fabiana está sentada na poltrona de couro, pernas cruzadas, taça de vinho tinto na mão. O rosto é uma máscara de calma forçada, mas os dedos tamborilam nervosos no braço da poltrona.

Ela pega o celular, respira fundo, disca o número de Aloísio. O toque ecoa no silêncio da cabine.

ALOÍSIO (na ligação, voz cansada e preocupada)
Fabi? Onde você tá? Eu tô tentando te ligar há horas.

FABIANA
(voz doce, controlada)
No avião, amor. Já tô voltando pro Rio. Decidi não esperar em São Paulo. Como estão as coisas aí?

ALOÍSIO
(suspirando pesado)
A Laura tá em choque. Passou a noite no hospital pra fazer exames, mas já tá em casa. O Carlos foi preso… sequestro, tentativa de homicídio. Ela não quer falar muito ainda.

FABIANA
(fingindo preocupação)
Meu Deus… coitada da minha menina. E o Lucas? Ele tá com ela?

ALOÍSIO
(hesitante)
Sim. Ele… salvou ela. Arriscou a vida. Eu não sei o que pensar, Fabi. Tem tanta coisa acontecendo…

FABIANA
(sorriso frio que Aloísio não vê)
Ele é um herói, né? Que bom que a Laura tá segura. Eu chego hoje à noite. Vou cuidar de tudo. Fica calmo, amor. Eu amo vocês.

ALOÍSIO
(voz baixa)
Eu também te amo. Volta logo.

Ela desliga, o sorriso desaparece. Fabiana olha pela janela, o horizonte infinito de nuvens.

FABIANA
(sussurrando para si mesma)
Você acha que ganhou, Gabriel? Eu ainda tenho uma carta na manga.

Ela aperta o botão do interfone.

FABIANA
(para o piloto)
Muda o plano. Desvia pra um aeródromo particular em Petrópolis. Ninguém pode saber que eu cheguei.

O piloto confirma. Fabiana bebe o vinho inteiro, olhos frios.
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CENA 02. INT. – MANSÃO ALBUQUERQUE – SALA DE ESTAR – TARDE.

Laura está deitada no sofá, cobertor nos ombros, olhar perdido. Aloísio senta ao lado, segurando a mão dela.

ALOÍSIO
(baixo)
Filha… fala comigo. O que você tá sentindo?

LAURA
(voz rouca)
Medo, pai. E raiva. O Carlos… ele disse que me amava. Como alguém pode amar e fazer isso?

Aloísio aperta a mão dela.

ALOÍSIO
Ele tá doente. Mas o importante é que você tá aqui. Segura.

Laura olha para a porta. Gabriel entra devagar, trazendo uma bandeja com chá.

GABRIEL
(voz suave)
Trouxe algo quente. Vai ajudar.

Laura sorri fraco, pega a xícara.

LAURA
Obrigada… por tudo.

Gabriel senta do outro lado, olha para Aloísio.

GABRIEL
Senhor Aloísio… eu sei que as coisas estão confusas. Mas a Fabiana… ela tá solta. E eu acho que ela não terminou.

Aloísio franze a testa.

ALOÍSIO
O que você quer dizer?

GABRIEL
Ela mandou aqueles homens na cabana. Não foi só o Carlos.

Aloísio fica em silêncio, processando.
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CENA 03. EXT. – AERÓDROMO PARTICULAR – PETRÓPOLIS – NOITE.

O jatinho pousa em uma pista pequena, luzes fracas. Fabiana desce, óculos escuros mesmo à noite, mala pequena na mão. Um carro preto espera, motorista ao volante.

Ela entra no banco de trás.

FABIANA
(para o motorista)
Direto pra um apartamento seguro na serra. Ninguém pode saber onde eu tô.

O carro parte. Fabiana pega outro celular pré-pago, disca.

FABIANA
(na ligação)
Preciso de dois novos homens. Bons. Discretos. O alvo é o Gabriel. E dessa vez… eu quero ver o corpo.

Ela desliga, olha pela janela as luzes da serra passando.
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CENA 04. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – NOITE.

Maria do Rosário abre a porta. Gabriel entra, rosto marcado pela exaustão.

MARIA DO ROSÁRIO
(abraçando ele)
Você tá inteiro… graças a Deus.

GABRIEL
(soltando o ar)
A Laura tá segura em casa. Mas a Fabiana… ela não vai parar.

Maria leva ele até o sofá.

MARIA DO ROSÁRIO
Então a gente precisa ser mais esperto que ela. Você já entregou tudo pra polícia. Agora deixa eles trabalharem.

Gabriel balança a cabeça.

GABRIEL
Não é suficiente. Ela tem dinheiro, contatos. Eu preciso de mais provas. Algo que pegue ela direto.

Maria olha nos olhos dele.

MARIA DO ROSÁRIO
Você tá cansado, menino. Descansa hoje. Amanhã a gente pensa.

Gabriel assente, mas o olhar ainda carregado.
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CENA 05. INT. – APARTAMENTO SEGURO NA SERRA – NOITE.

Fabiana entra no apartamento mobiliado, joga a mala no chão. Vai até a janela, olha a cidade lá embaixo.

Ela pega uma foto antiga do bolso – uma imagem dela jovem, ao lado de uma menina pequena (Beatriz criança). Ela amassa a foto, joga no lixo.

FABIANA
(para si mesma)
Ninguém vai me tirar o que conquistei.

Ela liga para o advogado.

FABIANA
Preciso de um plano B. Se o Gabriel continuar vivo… eu desapareço. Novo nome, novo país. Mas antes… ele morre.
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CENA 06. EXT. – RUA DA MANSÃO ALBUQUERQUE – NOITE.

Gabriel estaciona o carro em frente à mansão. Laura aparece na porta, de robe, acena para ele entrar.

LAURA
(baixo, abraçando ele na porta)
Fica comigo hoje. Eu não quero ficar sozinha.

Gabriel entra, fecha a porta.

GABRIEL
Eu fico. Mas amanhã… a gente termina isso.

Eles sobem as escadas de mãos dadas.
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CENA 07. INT. – CASA DE OLÍVIA – NOITE.

Janice está na cadeira de rodas, olhando a foto de Gabriel. Olívia entra com um tablet.

OLÍVIA
Ele salvou a Laura. Tá vivo.

Janice sorri fraco, lágrimas nos olhos.

JANICE
Ele é forte… como o pai dele nunca foi.

Olívia ajoelha ao lado.

OLÍVIA
Quando for a hora certa… você vai abraçar ele.

Janice assente, esperança misturada com dor.
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CENA 08. INT. – APARTAMENTO SEGURO – NOITE.

Fabiana está na cama, luz baixa. Ela pega o celular, olha uma mensagem: “Novos homens contratados. Amanhã à noite.”

Ela sorri frio.

FABIANA
(sussurrando)
Boa noite, Gabriel. Amanhã você dorme pra sempre.

A câmera se afasta, mostrando o apartamento vazio e frio.

Tela escurece com som distante de sirenes e vento.

FIM DO CAPÍTULO

Avaliação: 1 de 5.

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