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CAPÍTULO 34
criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv
abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=AMZlvXhx1bgTTDsE
CENA 01. INT. – JATINHO PARTICULAR – NOITE. O avião desce suave sobre as luzes do Rio de Janeiro, a cidade brilhando como um tapete de joias. Fabiana olha pela janela, o reflexo no vidro mostrando um rosto endurecido pela raiva. Ela termina uma ligação com o capanga, voz baixa e letal.
FABIANA
(na ligação)
Encontrem ele. Qualquer lugar. E levem pro ponto marcado. Eu chego em uma hora.
Ela desliga, respira fundo, ajusta o colar de diamantes no pescoço. O piloto anuncia o pouso.
PILOTO
(pelo interfone)
Senhora Albuquerque, chegamos ao aeródromo particular. Carro à espera.
Fabiana assente para si mesma, olhos frios.
FABIANA
(sussurrando)
Hoje acaba, Gabriel. Definitivo.
CORTA PARA:
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CENA 02. EXT. – AERÓDROMO PARTICULAR – RIO DE JANEIRO – NOITE.
Fabiana desce a escada do avião, vento úmido batendo no rosto. Dois capangas altos, vestidos de preto, esperam ao lado de um sedan escuro. Um deles abre a porta.
CAPANGA 1
Dona Fabiana, bem-vinda de volta. O alvo tá sendo seguido. Saiu da mansão agora há pouco, sozinho.
FABIANA
(entrando no carro, voz seca)
Perfeito. Levem ele pro cemitério abandonado em Santa Cruz. Eu mesma cuido do resto.
O carro parte veloz, desaparecendo na estrada escura.
CORTA PARA:
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CENA 03. EXT. – RUA DA MANSÃO ALBUQUERQUE – NOITE.
Gabriel sai da mansão, chave do carro na mão. Laura acena da janela, preocupada.
LAURA
(da janela, voz baixa)
Tem certeza que vai sozinho? Volta logo.
GABRIEL
(sorrindo forçado)
Só uma volta pra pensar. Eu tô bem.
Ele entra no carro, dá partida. No retrovisor, não vê o sedan preto que o segue a distância.
CORTA PARA:
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CENA 04. EXT. – ESTRADA ESCURA – SUBÚRBIO DO RIO – NOITE.
Gabriel dirige devagar, mente agitada. Um carro surge atrás, faróis altos piscando. Ele encosta, achando que é polícia.
GABRIEL
(murmurando)
O que é agora?
Dois capangas descem rápido, armas apontadas. Um quebra o vidro com a coronhada, o outro injeta algo no pescoço de Gabriel. Ele luta por segundos, visão borrando.
CAPANGA 2
Dormindo, bonitinho.
Gabriel desmaia. Eles o arrastam para o carro deles, deixam o veículo dele na estrada.
CORTA PARA:
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CENA 05. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – NOITE.
Maria do Rosário anda de um lado para o outro, preocupada. O celular toca – Jarbas.
JARBAS
(na ligação)
Dona Maria, o Gabriel saiu sozinho. Eu tô seguindo, mas perdi ele numa curva. Tem algo errado.
MARIA DO ROSÁRIO
(assustada)
Meu Deus… encontra ele, Jarbas. A Fabiana tá solta. Ela pode estar atrás dele!
Ela desliga, reza baixinho.
CORTA PARA:
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CENA 06. EXT. – CEMITÉRIO ABANDONADO – SANTA CRUZ, RIO DE JANEIRO – NOITE AVANÇADA.
O cemitério é um labirinto de túmulos velhos e cruzes quebradas, mato alto sussurrando no vento. Os capangas arrastam Gabriel inconsciente para uma cova recém-cavada, funda o suficiente para um homem. Eles o jogam lá dentro, terra úmida caindo no rosto dele.
CAPANGA 1
(para o outro)
A patroa chega em cinco minutos. Amarra ele bem.
Eles amarram os pulsos e tornozelos de Gabriel com cordas grossas, deixando-o deitado no fundo da cova.
Gabriel começa a acordar, visão turva, cabeça latejando. Ele puxa as cordas, sente a terra fria nas costas.
GABRIEL
(gemendo)
Onde… onde eu tô?
CORTA PARA:
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CENA 07. EXT. – CEMITÉRIO ABANDONADO – MINUTOS DEPOIS.
Fabiana chega de carro, desce elegante em salto alto, apesar da terra. Os capangas iluminam a cova com lanternas. Gabriel agora está acordado, lutando contra as amarras, olhos cheios de fúria ao vê-la.
FABIANA
(sorrindo frio, aproximando-se da beira da cova)
Acordou, sobrinho? Que bom. Eu queria que você visse isso.
Gabriel olha para cima, cuspe terra da boca.
GABRIEL
(voz rouca, ódio puro)
Fabiana… você… solta eu agora!
Fabiana ri baixo, agacha na beira, lanternas iluminando o rosto dela como uma sombra maligna.
FABIANA
(olhando nos olhos dele)
Você é exatamente quem eu sempre imaginei. Um pirralho vingativo, igual à sua mãe fraca. Achou que podia entrar na minha vida, fingir ser o Lucas bonzinho, conquistar a Laura, o Aloísio… e me destruir? Eu construí tudo isso do nada. E você? Um órfão com delírios de justiça.
Gabriel puxa as cordas, veias saltando no pescoço.
GABRIEL
(gritando)
Você matou minha mãe! Jogou ela pra morte! Eu vou sair daqui e te destruir!
Fabiana sinaliza para os capangas. Eles começam a jogar terra sobre ele, pá por pá. Terra cai no peito de Gabriel, depois no rosto. Ele tosse, luta para respirar.
FABIANA
(levantando, voz venenosa)
Olho por olho, como você diz. Mas eu enterro você vivo. Adeus, Gabriel. Que sua vingança morra com você.
Os capangas aceleram, terra cobrindo as pernas dele. Gabriel grita, mas o som abafado pela terra.
CORTA PARA:
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CENA 08. INT. – MANSÃO ALBUQUERQUE – NOITE.
Laura anda ansiosa pela sala. Aloísio tenta acalmá-la.
LAURA
(preocupada)
Ele não atende, pai. Algo aconteceu.
ALOÍSIO
(tentando ligar)
Calma, filha. Ele deve tá no trânsito. Mas eu mando segurança atrás.
O interfone toca – Jarbas.
JARBAS
(na ligação)
Senhor Aloísio, o Lucas sumiu. Carro abandonado na estrada. Rastros de luta.
Laura empalidece.
LAURA
Meu Deus…
CORTA PARA:
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CENA 09. EXT. – CEMITÉRIO ABANDONADO – NOITE.
A cova agora está quase cheia. Gabriel luta, mas só a cabeça exposta, terra no rosto. Fabiana olha uma última vez.
FABIANA
(para os capangas)
Terminem. E sumam daqui.
Eles jogam a última pá de terra. A tela escurece com o som abafado de Gabriel gritando.
CORTA PARA:
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CENA 10. INT. – CASA DE OLÍVIA – NOITE.
Janice, na cadeira de rodas, sente um arrepio. Olívia entra, preocupada.
OLÍVIA
Algo errado?
JANICE
(voz fraca)
Meu filho… ele tá em perigo. Eu sinto.
Olívia pega o celular.
OLÍVIA
Então eu vou atrás dele. Agora.
A câmera foca no rosto de Janice, lágrimas silenciosas.
Tela escurece com tensão palpável.
(FIM DO CAPÍTULO)

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