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CAPÍTULO 35
criada e escrita por: João Vitor Dias
autorização especial: LRTv
Abertura: https://youtu.be/8ahdCMMC57M?si=TYT3ZmpWGNfy1D4l
CENA 01. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – RIO DE JANEIRO – MADRUGADA. Maria do Rosário está sentada no sofá, mãos trêmulas segurando uma xícara de chá frio. O apartamento é iluminado apenas por uma lâmpada fraca, sombras dançando nas paredes. O celular vibra na mesa, um som sinistro no silêncio. Ela pega, abre a mensagem anônima: uma foto escura, granulada, mostrando Gabriel enterrado até o pescoço em uma cova rasa, olhos fechados, terra cobrindo o corpo.
MARIA DO ROSÁRIO
(olhos arregalados, voz sufocada)
Meu Deus… não… Gabriel!
Ela solta o celular, que cai no chão. O corpo treme, lágrimas escorrem instantaneamente. Maria se levanta de supetão, cambaleando até a cozinha, onde pega um copo d’água, mas derruba tudo, gritando de desespero. Corre de volta para o celular, tenta ligar para Gabriel – caixa postal. O pânico toma conta: ela respira rápido, peito apertado, como se o ar faltasse.
MARIA DO ROSÁRIO
(chorando alto, falando sozinha)
Não… ele não pode… Fabiana, sua maldita!
Ela senta no chão, encostada na parede, soluçando incontrolavelmente, o corpo convulsionando com o choro.
CORTA PARA:
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CENA 02. INT. – APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – CONTINUAÇÃO.
Ainda no chão, Maria respira fundo, enxuga as lágrimas com raiva. Pega o celular, abre um e-mail, anexa todos os arquivos: fotos antigas da fazenda, artigos de jornal sobre a morte de Janice, documentos falsificados por Fabiana, depoimentos de testemunhas, prints de transferências bancárias. Envia para Aloísio com o título “A verdade sobre sua esposa”.
MARIA DO ROSÁRIO
(sussurrando, voz quebrada)
Ele precisa saber… antes que seja tarde.
No outro lado – INT. – MANSÃO ALBUQUERQUE – QUARTO – MESMA HORA.
Aloísio está deitado, insone, quando o celular vibra. Ele pega, abre o e-mail. Franze a testa, senta na cama. Confere um por um: clica nas fotos, lê os artigos, verifica os documentos. O rosto vai perdendo cor, mas ele balança a cabeça, incrédulo.
ALOÍSIO
(murmurando, negando)
Isso não pode ser… Fabiana? Não… deve ser armação. Minha esposa não faria isso.
Ele fecha o celular, mas os olhos permanecem fixos na tela apagada, dúvida plantada.
CORTA PARA:
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CENA 03. EXT. – RUA EM FRENTE AO APARTAMENTO DE MARIA DO ROSÁRIO – MADRUGADA.
Maria sai correndo do prédio, casaco jogado por cima do pijama, chaves do carro na mão. Entra no veículo velho, liga o motor com mãos trêmulas. Enquanto dirige erraticamente pela rua escura, liga para Laura, viva-voz.
MARIA DO ROSÁRIO
(voz desesperada, chorando)
Laura? É a Maria do Rosário… O Lucas… ele sumiu! Eu recebi uma foto… ele tá em perigo! Por favor, me ajuda!
LAURA (na ligação, voz sonolenta mas alarmada)
Maria? O que aconteceu? Ele tava aqui há pouco… eu vou atrás dele agora!
Maria acelera, lágrimas borrando a visão.
CORTA PARA:
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CENA 04. INT. – CASA DE OLÍVIA – QUARTO ESCURO – MADRUGADA.
Olívia entra no quarto, encontra Janice agitada na cadeira de rodas, mãos tremendo, olhos vidrados na parede como se visse algo distante.
OLÍVIA
(preocupada, ajoelhando ao lado)
Janice… o que houve? Você tá pálida.
JANICE
(voz fraca, angustiada, respirando rápido)
Meu filho… algo ruim aconteceu. Eu sinto no peito… como se ele estivesse sufocando. Olívia, por favor… liga pra alguém. Ele tá em perigo!
Olívia segura as mãos dela, tentando acalmar.
OLÍVIA
(suave, mas tensa)
Calma, respira. O Gabriel é forte. Eu vou checar meus contatos agora. Ele vai ficar bem. Toma um chá, relaxa.
Janice nega com a cabeça, lágrimas escorrendo, corpo convulsionando levemente de angústia.
JANICE
(chorando baixo)
Não… eu perdi ele uma vez… não aguento de novo…
CORTA PARA:
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CENA 05. INT. – MANSÃO ALBUQUERQUE – SALA DE ESTAR – MADRUGADA.
Fabiana entra pela porta dos fundos, sorridente como se voltasse de uma viagem de negócios bem-sucedida. Joga as chaves na mesa, ajusta o cabelo loiro platinado, o rosto impecável.
FABIANA
(chamando, voz alegre)
Amor? Laura? Cheguei!
Vai até o quarto do casal, encontra Aloísio sentado na cama, celular na mão, rosto sério.
FABIANA
(sorrindo, aproximando-se para um beijo)
Que saudade, meu amor. Como tá a Laura? Eu trouxe presentes de São Paulo.
ALOÍSIO
(levantando, voz grave)
Fabi… senta aqui. Recebi um e-mail estranho. Fotos, artigos… sobre você. Uma tal de Janice, dívidas, falsificação. O que é isso?
Fabiana trava o sorriso, mas recupera rápido, fingindo surpresa.
FABIANA
(rindo forçado)
Ah, amor… deve ser armação. Inveja de concorrentes. Eu explico tudo.
Aloísio mostra o celular.
ALOÍSIO
Explica isso então. Um por um.
Fabiana senta, olhos calculadores.
CORTA PARA:
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CENA 06. INT. – QUARTO DE LAURA – MANSÃO ALBUQUERQUE – CONTINUAÇÃO.
Laura, ainda em choque, veste um casaco rapidamente. Aloísio entra no quarto.
LAURA
(pálida, voz urgente)
Pai, a Maria do Rosário ligou. O Lucas sumiu! Eu vou atrás dele agora.
ALOÍSIO
(segurando o braço dela)
Filha, calma. Eu cuido disso. Liga pra polícia. Não sai sozinha.
LAURA
(negando, lágrimas nos olhos)
Não… eu preciso ir. Ele me salvou duas vezes. Eu devo isso a ele.
Ela sai correndo, deixando Aloísio preocupado.
CORTA PARA:
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CENA 07. EXT. – RUA EM FRENTE À MANSÃO ALBUQUERQUE – MADRUGADA.
Maria do Rosário para o carro de forma brusca, desce correndo até Fabiana, que sai pela porta da frente. Maria a agarra pelo braço, olhos vermelhos de choro e raiva.
MARIA DO ROSÁRIO
(gritando, voz histérica)
Sua assassina! O que você fez com o Gabriel? Eu sei que foi você! Se ele morrer, eu te mato com minhas mãos!
Fabiana se solta, fingindo surpresa, mas olhos frios.
FABIANA
(voz alta, chamando)
Segurança! Essa louca tá me atacando!
Maria avança mais, mas Aloísio sai e separa as duas.
ALOÍSIO
(confuso)
Maria? O que tá acontecendo?
Maria chora, apontando para Fabiana.
MARIA DO ROSÁRIO
Ela matou ele! Meu sobrinho!
Fabiana nega, teatral.
FABIANA
Ela tá louca, amor!
Maria vira e corre para o carro, saindo em disparada.
CORTA PARA:
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CENA 08. EXT. – CASA DE OLÍVIA – PERIFERIA DO RIO – MADRUGADA.
Fabiana chega de táxi, bate na porta com urgência. Olívia abre, surpresa.
FABIANA
(entrando à força)
Eu preciso de ajuda. Esconde eu aqui. A polícia tá atrás de mim de novo.
OLÍVIA
(negando, voz firme)
Não, Fabiana. Eu não ajudo mais. Sai daqui.
Fabiana agarra o braço dela, olhos ameaçadores.
FABIANA
(voz baixa, venenosa)
Você me deve lealdade. Se não ajudar, eu conto tudo sobre você. Seu passado sujo. E te destruo.
Olívia se solta, olhos frios.
OLÍVIA
Tenta. Mas sai da minha casa. Agora.
Fabiana sai, batendo a porta. Olívia tranca, respira aliviada.
CORTA PARA:
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CENA 09. EXT. – RUA EM FRENTE À CASA DE OLÍVIA – MADRUGADA.
Maria do Rosário, que seguiu Fabiana de carro, estaciona escondida. Vê Fabiana sair irritada, chamar um táxi e partir. Maria respira fundo, curiosidade misturada com desespero.
MARIA DO ROSÁRIO
(sussurrando)
O que essa Olívia sabe?
Ela desce do carro, aproxima-se da casa. A porta está entreaberta (Olívia esqueceu de trancar direito no estresse). Maria empurra devagar, entra na sala escura.
MARIA DO ROSÁRIO
(baixo)
Olívia? Eu sei que você sabe algo sobre o Gabriel…
Ela avança, ouve vozes no quarto ao fundo. Abre a porta devagar – e congela. Janice na cadeira de rodas, magra, mas viva, olha para ela com olhos arregalados.
MARIA DO ROSÁRIO
(arregalando os olhos, voz sufocada)
Janice?
Maria e Janice trocam olhares assustados. Maria deixa uma lágrima escorrer.
A câmera foca nos rostos delas, emoção crua, enquanto a música sobe dramática.
Tela escurece.
FIM DO CAPÍTULO

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